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Clássico europeu? França x Bélgica é destaque por filhos de imigrantes

Principais destaques das seleções francesa e belga têm famílias de imigrantes ou são naturalizados. Jogadores venceram o preconceito para brilhar na semifinal do Mundial | Marcello Neves | 10/07/2018 | 07:15 | Rio de Janeiro (RJ)

Mbappé, Pogba, Lukaku e Fellaini são alguns dos jogadores naturalizados de França e Bélgica (Foto: AFP) 

Mbappé, Pogba, Lukaku e Fellaini. Em comum, todos estarão disputando a semifinal da Copa do Mundo de 2018 nesta terça-feira, às 15h, em São Petersburgo. Mas a relação entre os atletas vai além das quatro linhas e pode ser percebida pelas suas origens. Os principais personagens de França e Bélgica são quatro dos muitos exemplos de filhos de imigrantes que estão brilhando na Rússia. 

É possível citar que o duelo entre França e Bélgica não é uma semifinal exclusivamente europeia, tendo em vista a quantidade de jogadores descendentes ou naturalizados que defendem as seleções. Caso parecido com o que ocorre na Inglaterra, onde a maioria dos convocados tem origens de outro país. Por motivos de luta por sobrevivência ou fuga de guerras, a imigração se tornou um fenômeno global. 

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Apesar de não ter sido convocado, Karim Benzema é um grande exemplo de como a França pode tratar os filhos de imigrantes com naturalidade ou crueldade. Mesmo nascido em Lyon, a sua origem argelina fez com que enfrentasse preconceito devido à nacionalidade de seus pais, pois “é um francês quando joga bem e árabe maldito quando vai mal”. Maior ídolo do país, Zinedine Zidane também é descendente de argelinos.

Grande destaque desta Copa do Mundo, o jovem Kylian Mbappé é filho de pai camaronês e mãe argelina. Eles são imigrantes refugiados e foram para a França em busca de uma nova oportunidade de vida. O atacante nasceu em Bondy, cidade localizada a 10.9 km da capital Paris, e apesar de também ter nacionalidade camaronesa, decidiu defender a seleção da França. 

Situação semelhante ao caso do meio-campista Paul Pogba, que tem família nascida na Guinea, do volante N’Golo Kanté, cujos pais são imigrantes vindos do Mali, do meia Blaise Matuidi, que carrega origens angolanas, e do zagueiro Samuel Umtiti, nascido em Camarões e naturalizado francês. Dos 23 convocados por Didier Deschamps, 19 são descendentes ou naturalizados. 

A França se destaca entre as outras nações pois é o país com maior número de jogadores naturalizados em outras seleções que disputam a Copa do Mundo. São nove em Tunísia e Marrocos e oito em Senegal, por exemplo. O principal motivo é a imigração de suas ex-colônias. Vários desses jogadores são filhos de tunisianos, marroquinos ou senegaleses que fugiram para a França em busca de melhores condições de vida.

Os jogadores da França naturalizados ou com descendência estrangeira são: Steve Mandanda, Samuel Umtiti, Thomas Lemar, Raphael Varane, Blaise Matuidi, Nabil Fékir, Kylian Mbappé, Presnel Kimpembe, Steven N’Zonzi, Lucas Hernández, Alphonse Aréola, Paul Pogba, Adil Rami, Ousmane Dembélé, N’Golo Kanté, Djibril Sidibé, Antoine Griezmann, Benjamin Mendy e Corentin Tolisso. 

Fonte: Lance net

 

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