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Investigação do MP de São Paulo revela domínio de facções criminosas em favelas de Alagoas

Segundo reportagem de O Globo, manuscritos encontrados em presídio revelam crimes em Alagoas e mais 13 estados mostram a movimentação de PCC e CV pelo país. 11/07/2018

Investigações do Ministério Público de São Paulo apontam que integrantes da facção criminosa Primeiro Comando das Capital (PCC) de São Paulo ordenavam ações em Alagoas e em mais 13 estados. Mensagens encontradas pela polícia de São Paulo apontam que tanto o PCC quanto o Comando Vermelho (CV), organização criminosa rival, comandam o tráfico de drogas nas grotas, comunidades e favelas de Maceió. As informações foram divulgadas por O Globo, em reportagem assinada pela repórter Cleide Carvalho.

Setenta e cinco suspeitos foram denunciados pelo MPE de São Paulo sob acusação de integrar o PCC, organização que domina os presídios paulistas. Sete dos denunciados cumprem pena em um mesmo pavilhão na Penitenciária de Presidente Bernardes II, de onde davam ordens e determinavam ações pelo menos em mais 13 estados, além de Alagoas.

As mensagens, em forma de manuscritos, foram recuperadas na rede de esgoto do presídio. O conteúdo expõe a guerra pelo domínio do tráfico no País.

O Ministério Público de São Paulo denunciou 75 acusados de integrar o PCC, a organização criminosa que domina os presídios paulistas. Sete eram presos de um mesmo pavilhão,. Bilhetes recuperados na rede de esgoto do presídio revelam uma guerra aberta pela quadrilha contra facções locais, destinada a ampliar seu domínio pelo país.

“Em Alagoas, as mensagens revelam que a facção paulista orientou seus comparsas a se infiltrarem de forma dissimulada nas favelas e comunidades onde o CV aparecia no comando do tráfico de drogas. Outra mensagem informa sobre a separação de integrantes do CV e do PCC em presídios de Alagoas e orientação para que os comparsas no estado passassem a se infiltrar de forma dissimulada nas favelas e comunidades onde o CV tinha o domínio do tráfico de drogas, misturando-se aos cidadãos comuns, a quem se referem como “zé povinho”. A estratégia foi suspender a cobrança de mensalidades de todos os traficantes que se aliem ao PCC no estado, para tornar a troca de facção vantajosa. Numa mensagem, dizem que CV cobra um percentual de 30% das vendas das drogas em Alagoas”, diz trecho da matéria.

Segundo a reportagem, o Comando Vermelho (CV) é citado 58 vezes na. Os manuscritos revelam uma investida do PCC para dominar favelas comandadas pelo CV no Ceará na área conhecida como 3V (bairro Vila Velha), onde um traficante rival teria sido morto e queimado e outros expulsos.

Ainda de acordo com o texto, os manuscritos que tiveram de ser remontados e desinfectados, já que haviam sido rasgados antes de serem descartados. As mensagens revelam crimes de homicídios em várias cidades do País, como a morte de presos do CV do Centro de Detenção Provisória de Palmas, no Tocantins, além de uma ameaça de “pegar” o diretor da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, onde dois “irmãos” teriam sido atingidos por balas de borracha durante um tumulto. Segundo a denúncia, trata-se do mesmo presídio onde presos do PCC mataram 33 rivais em janeiro de 2017.

São citados ainda assassinatos de presos do CV na Cadeia Pública de Várzea Grande, no Mato Grosso, e no município de Mosqueiro, no Pará – de acordo com as investigações, foi registrado um homicídio e uma tentativa dentro da Unidade Prisional de Mosqueiro. Além de crimes na Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná e Rio Grande do Sul.

Fonte: Redação TNH1 com O Globo
 

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