AlagoasSLIDE

Em fraude a licitações, papelaria “fornecia” até geladeira a prefeituras, diz MP

Por João Victor Souza e Letícia Sobreira. 11/09/2018

Treze pessoas são suspeitas de participar de um esquema que sonegou cerca de R$ 12 milhões de dinheiro público, relacionado a fraudes em prefeituras e crimes tributários em Alagoas. Em entrevista coletiva, realizada nesta terça-feira (11), na sede do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE-AL), promotores de Justiça explicaram como era a dinâmica dos crimes.

Segundo o promotor de Justiça Cyro Blatter, o Grupo Victor Pontes era composto por dezessete empresas de fachada, criadas a partir de falsificações documentais e ideológicas para cobertura de estoque, fraudes estruturadas, e pela sonegação fiscal. “No papel as empresas vendiam tudo, mas na realidade não vendiam nada. Nós visitamos hoje uma papelaria, mas lá vendia ate geladeira”, disse.

Nesta manhã, foram presos o advogado Silvanio Santos Pereira e o técnico em contabilidade Sérgio de Farias Oliveira, conhecido como “Serjão”. Outro suspeito, identificado como Victor Pontes de Mendonça Melo, que seria o responsável pelo esquema, teria que se entregar até as 16h, porém não apareceu e já é considerado foragido. Ele responde por processos estaduais e federais também por corrupção.

Também estão envolvidos, segundo o Ministério Público, José Elias Calheiros de Mello, Marcelo Calado dos Santos, Alex Calheiros Silva, Márcio Wilson Fazio de Arecippo Almeida, José André de Souza, Josimar Campos de Araújo, Ekilane Rodrigues Santos, André Marcos Fontes de Souza, Maria Suzanice Higino Bahe e Evaldo Bezerra Barbosa. Eles devem responder o processo em liberdade, por participação no esquema como laranja, emprestando nomes e contas correntes para a lavagem do dinheiro.

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Seguindo o promotor o promotor Cyro Blatter, em um segundo momento, as prefeituras que se envolveram e se beneficiaram com as fraudes serão investigadas. Os promotores preferiram não falar em quantas, mas “talvez cheguem a dezenas”. Na matéria veiculada no TNH1 nesta manhã foi divulgado que os atos ilícitos teriam sido praticados em Maceió, Arapiraca, Satuba, Rio Largo e Atalaia.

O promotor também relatou que os carros apreendidos pela Opreção Placebo serão vendidos e o dinheiro da venda será repassado ao Estado. “De R$ 70 milhoes que foram desviados, ja recuperamos R$ 41 milhões. Tenha certeza que vamos buscar os bens moveis e imóveis”, acrescentou.

Os envolvidos com o crime devem responder por crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos e sonegação fiscal.

Fonte: TNH1

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