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Seca deixa prejuízo de mais de R$ 4 bilhões em 15 anos no Estado de Alagoas

Observatório indica que municípios registraram 902 decretos de emergência | 12 de outubro de 2018 | 08:11 |

Os prejuízos causados pela estiagem em Alagoas ultrapassam a marca de R$ 4,1 bilhão em 15 anos. Os dados são do Observatório dos Desastres Naturais, levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Neste período, entre os anos 2002 e 2017, os municípios alagoanos totalizaram 902 decretos de situação de emergência e calamidade pública.

Ainda de acordo com o relatório, a maioria dos decretos de emergência no estado (820) ou 90,9% do total referem-se a situação de seca e estiagem prolongada. Outros 74 correspondem a decretos de chuvas e oito são decorrentes de incêndios florestais e infestações epidemiológicas causadas pelo Aedes Aegypti, aponta o relatório. Os números não consideram, porém, os 38 decretos vigentes este ano.

Também no período entre 2002 e 2017, a região Nordeste concentrou 19.165 decretos. Segundo o levantamento, o estado da Paraíba teve a maior quantidade de decretos reconhecidos pela União, totalizando 3.875. Seguido pelo 

 Em Alagoas, 90,9% dos decretos de emergência referem-se à situação de seca e estiagem prolongada

A situação de seca é classificada como o evento de maior incidência no país, um percentual de 68,7%. No mesmo período, os desastres naturais provocaram 32.121 decretações de anormalidade, com uma média de dois mil decretos por ano, segundo a CNM.

“De acordo com a soma dos eventos analisados nos últimos 16 anos, o desastre mais reconhecido pela Sedec/MI foi a seca, que totalizou, ao final, 22.714 decretos emitidos. Os eventos provocados por chuva também trazem grandes quantidades de ocorrências, com 9.030 registros. Somando a seca e a chuva do período, temos 31.744 ocorrências desta natureza – outras causas ficam com apenas 377 ocorrências. Os eventos provocados por seca na região Nordeste correspondem a 53% do total de decretos já realizados em todos os anos (17.114), evidenciando as dificuldades que a região enfrenta”, aponta a publicação.

PREJUÍZOS

De acordo com o estudo técnico, os prejuízos relacionados a desastres naturais no país ultrapassaram a marca de R$ 244 bilhões, com 53,6 milhões de pessoas afetadas.

“É importante salientar que tanto a União, como Estados e Municípios, jamais conseguiram suprir financeiramente tais prejuízos, uma vez que somente nesses três anos os prejuízos causados por todos os desastres naturais somados acumularam um prejuízo R$ 161,2 bilhões em todos os setores da economia como o agronegócio, pecuária, indústrias e comércio em geral”, diz o estudo.

Alagoas recebeu R$ 395 milhões para municípios neste período

Em relação ao volume de recursos federais enviados ao Estado, o levantamento aponta que mais de R$ 395 milhões foram destinados com a finalidade de dar suporte aos municípios alagoanos no período pesquisado.

Atualmente, 38 municípios estão com a situação de emergência vigentes por meio do Decreto Estadual nº 60.040, de 31 de julho de 2018. Em 13 de agosto, o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a publicação de reconhecimento da estiagem.

São os municípios de Água Branca, Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Coité do Nóia, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Igaci, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Lagoa da Canoa, Major Isidoro, Maravilha, Mata Grande, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios,  Pão de Açúcar, Pariconha , Piranhas, Poço das Trincheiras, Quebrangulo, Santana do Ipanema , São José da Tapera, Senador Rui Palmeira e Traipu.

Reservatórios

Os reservatórios estão em baixa. Dos 521 aquíferos do Nordeste, quase a metade (214) está abaixo de 30% da capacidade, segundo a ANA. O temor de especialistas é de que estiagem semelhante à que castigou o semiárido brasileiro entre 2012 e 2017, considerada a pior da história pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), volte a afetar os nordestinos.

O Maranhão e o Piauí são os que mais tiveram áreas afetadas pela seca. Na região central do Maranhão, por exemplo, a estiagem varia entre nove a 15 meses. No Ceará, mais 26 municípios tiveram situação de emergência decretada pelo Ministério da Integração Nacional.

Os indícios de que a seca está implacável é denunciada pela terra rachada.

Fonte: Tribuna hoje

 
 
 

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