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Renan Calheiros parte para a briga, mas sem assumir candidatura. É um enxadrista…

04/12/2018

O enxadrista-mor da política alagoana, senador Renan Calheiros (MDB), nunca deixou de estar de olho na cadeira da presidência do Senado Federal. Calheiros tem o perfil de quem pensa em política – e no alcance de postos de influência – 24 horas por dia. 

 

As declarações cautelosas que vem adotando (como já dito em outro post escrito aqui neste espaço) faz parte do jogo, como ocorreu em disputas passadas. Diferente dos adversários, Calheiros sabe analisar o cenário e se movimentar no xadrez político. Da última vez que foi presidente do Congresso Nacional deu a entender que tinha sido escolhido pelo MDB. 

Colocou-se como candidato de uma maioria, como se estivesse em uma missão, quando – evidentemente – era também candidato de si mesmo. Agora, enfrenta um cenário mais adverso, com um projeto que busca a votação aberta para a disputa do cargo, e com um Executivo que tem sérias resistências ao seu nome. 

 

Reeleito senador, escapando da “onda de mudanças” que retirou medalhões e caciques dos mandatos, Calheiros articula para se aproximar do governo federal e busca votos dentro da Casa. Terá pela frente uma possível disputa com o tucano Tássio Jereissati. 

Quanto mais a disputa se aproxima, mais Renan Calheiros vai afiando o discurso entre ironias e ataques, como ocorreu recentemente com o senador Lasier Martins (PSD). O emedebista agora resolveu partir para o ataque, mesmo ainda não confirmando abertamente sua candidatura. Calheiros quer ter a vitória certa!

O senador alagoano avaliou suas chances contra Jereissati publicamente. De acordo com ele, se o candidato for o tucano, ele ganha. Renan Calheiros chamou Tasso de patrimonialista. Disse que o senador é aquilo que os brasileiros mostraram não querer mais. 

O engraçado é que os brasileiros também demonstraram não querer mais os caciques envolvidos na Lava Jato e alinhados com o governo mais corrupto da História: o do PT. Renan Calheiros preenche esses requisitos. 

O ataque mais direto ao possível adversário na disputa para a presidência foi o seguinte: “Há três meses, eu estava cuidando da campanha em Alagoas e Tasso me ligou desesperadamente para que eu viesse a Brasília aprovar a manutenção do subsídio da indústria de refrigerante. Imagine: continua produzindo coca-cola e obrigando os cearenses a pagar 100% do custo da produção, inclusive da água, que nessa indústria representa 98%. E ainda querendo que o Senado continue a pagar o combustível do seu jato supersônico”.

Como sempre, após o ataque, Calheiros assume uma posição de quem se encontra acima de qualquer suspeita, afirmando ter preocupações apenas com o “equilíbrio institucional”. 

Quem leu Arthur Schopenhauer sabe que Renan Calheiros usa de recursos erísticos e pura retórica. Se colocou como defensor da Lei Ficha Limpa e contra o “aparelhamento político”. É uma verdadeira raposa em Brasília (DF). 

Por fim, Renan Calheiros repete o discurso de que o MDB indicará o nome à presidência apenas no final de janeiro, investindo no discurso da proporcionalidade, que é uma tradição na Casa. E diz: “Se tiver de ser candidato, serei. E terei as maiores dificuldades na bancada do PT”. 

Calheiros dar a entender que não terá dificuldades com o governo. Não é o que diz o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL). Aguardemos. Afinal, habilildades, Renan Calheiros tem de sobra…

Fonte: lula vilar/Cada Minuto

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