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Agora diretor do Corinthians, Emerson Sheik fala do passado de atrasos e ironiza: “Vamos seguir trabalhando sendo zebras”

Ídolo corintiano teve carreira marcada por falta de pontualidade, mas diz: "Ficou no passado". 08/01/2018

Um mês após pendurar as chuteiras, Emerson Sheik, ídolo do Corinthians, foi apresentado nesta terça-feira como coordenador de futebol do Timão. O ex-atacante concedeu entrevista ao lado de Vilson Menezes, que também se aposentou e agora é gerente de futebol do cube, e falou sobre a nova carreira.

Demonstrando o bom humor habitual, Sheik falou sobre como vai lidar em caso de atraso de atletas, já que quando era jogador ele ficou marcado pela falta de pontualidade.

– Eu já imaginava essa pergunta (risos). Sempre admirei as pessoas que reconhecem seus erros e pedem desculpas. Toda minha história enquanto atleta e esses erros servem agora. Vou chegar no atleta que eu identificar que está errando e falar com propriedade que não é um bom caminho – declarou Sheik.

– Ficou no passado, hoje minha posição é diferente e vou usar tudo isso a favor. Mesmo o Emerson Sheik tendo conquistado títulos e jogador em grandes títulos, também cometeu erros. Fui privilegiado enquanto atleta, mas hoje aqueles erros no futebol de hoje não se aplicam. É corrigir. Tenho propriedade para falar que não é um caminho correto – completou o ex-atacante.

Emerson também comentou sobre a força do Corinthians em comparação com os rivais Palmeiras, São Paulo e Santos. E foi irônico…

– Concordo, nos últimos dez anos o Corinthians é zebra, quarta ou quinta força, mas foi campeão de tudo. Sempre trabalhamos assim. Quando eu jogava, gostava de ouvir isso, deixa pensar que é sexta força. Vamos seguir trabalhando sendo zebras.

Emerson Sheik e Vilson substituirão Alessandro Nunes, que deixou a gerência de futebol do Corinthians, e dividirão tarefas. Além de serem elos do elenco com a diretoria, eles também cuidarão da transição de jogadores da categoria de base para o elenco profissional.

– A decisão é toda do presidente, do Duilio e do doutor Kalil. Mas participamos de tudo, nossa função exige isso. Quando concordei com o convite, a ideia é me sentir útil, não viria para passear. Opino, Vilson opina, e a decisão final é deles. Assim como a opinião do treinador é importante, tem que ter aprovação dele. Mas estamos presentes nas conversas. Negociação por enquanto está com o Duilio, a experiência está aqui, mas vamos alcançá-lo em breve. Participamos das conversas, de tudo – explicou Sheik.

– Nossa vivência vai muito para esse lado, observo sempre jogos, daqui e de fora. É nossa praia. Tivemos reuniões, falamos alguns nomes, algumas coisas, estamos sempre dando nosso feedback, eles perguntam nossa opinião, estamos engajados para ajudar – acrescentou Vilson.

Ambos os dirigentes destacaram que já vinham se preparando para a nova carreira:

– No segundo semestre, me aproximei muito do Alessandro, com quem aprendi muito. Não entramos zerados, mas também não 100%. Já vínhamos conversando e independente de assumir ou não, eu tinha curiosidade. Eu peguei o Alessandro sem saber no que aconteceria e via essa possibilidade de, aqui ou em outra instituição. Não estamos crus, nossa experiência facilita – contou Sheik.

– Pela lesão (no joelho esquerdo), eu pensava no pós-carreira. Participei de palestras de pós-carreira, de gestão, hoje a internet ajuda muito, sempre li para me preparar. Recebemos esse convite, a gente ficou surpreso, mas estamos preparados – disse Vilson.

Fonte: Globo Esporte

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