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Cabo Bebeto discorda de MP de Bolsonaro que afeta trabalhadores rurais

Parlamentar quer mediar discussão com governo a partir de sugestões das categorias | Por Marcos Rodrigues |

Sessão na ALE discutiu Medida Provisória que revisa aposentadorias | FOTO: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE ALAGOAS

A repercussão da Medida Provisória 871, editada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que propõe em seu texto uma ampla revisão da aposentadoria de trabalhadores e trabalhadoras rurais, foi negativa na Assembleia Legislativa. Até o deputado governista Cabo Bebeto (PSL) reagiu negativamente a medida.

Em pronunciamento na manhã de hoje na Assembleia Legislativa (ALE), ele disse ser aliado do governo, mas que não está de acordo com a medida proposta. A Casa de Tavares Bastos realizou uma sessão pública para discutir o tema. 

“Sei que a medida provisória já entrou em vigor e trouxe prejuízos para muita gente e é importante que vocês, por meio das suas representações, tenham um discurso menos político e mais classista e, diante disso, estejam preocupados realmente com o trabalhador”, disse o parlamentar se dirigindo às lideranças rurais.

Bebeto se propôs a receber dados com sugestões por parte dos trabalhadores para buscar uma interlocução com o governo federal. Para isso, colocou seu gabinete à disposição das entidades que estavam representadas na audiência pública. 

Em sessão convocada pela deputada Ângela Garrote (PP), as representações sindicais disseram temer inchaço nas cidades e até mesmo perda de renda com efeitos sociais nos municípios. O deputado Davi Maia (DEM), também acredita que o efeito negativo da medida pode fazer “faltar alimento na mesa da população”

De acordo com a deputada Jó Pereira (MDB), não é possível concordar com o texto assinado pelo presidente Bolsonaro, visto que a medida  não combate privilégios “e está sendo imposta sem diálogo com o povo, de forma unilateral, suprimindo direitos’.

Entre os trabalhadores que estão sendo afetados com a medida, há o temor de desdobramentos na queda no poder aquisitivo, com efeito direto na economia das cidades. Foi o que revelou Givaldo Teles, preside da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Alagoas (Fetag)

“A nossa principal preocupação é que essa medida possa causar fome e miséria. Porque a partir do momento que um município de pequeno porte tenha 300 benefícios indeferidos, significa que essas pessoas estarão sem salários”, apontou Givaldo.

Fonte: Gazeta Web

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