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As armas e o império da ignorância

por Aprigio Vilanova | 14|03|2019 às 17:14

Imagem arquivo

O massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano (SP), que resultou na morte de 11 pessoas, inclusive os responsáveis pelos atentados, acirrou o debate acerca do acesso a arma de fogo. A bancada da bala que tem interesse financeiro na liberação e atua como representantes da indústria bélica já começou a atuar.

A lógica utilizada por este grupo para defender a flexibilização da posse e do porte é de uma desfaçatez de fazer inveja aos vilões dos filmes mexicanos. O senador, Major Olímpio (PSL-SP), declarou que: “se os professores e funcionários estivessem armados isto não teria acontecido”.

O raciocínio utilizado por Olímpio precisaria evoluir muito para ser considerado simplista. A lógica utilizada é rasa e não precisa ser especialista em segurança ou nos estudos sobre a origem da violência para entender que este tipo de raciocínio beira a psicopatia.

O próprio presidente, Jair Bolsonaro, chegou a afirmar durante a campanha eleitoral que violência se combate com violência. Ora, afirmações como estas só reforçam a certeza que este pessoal não entende nem de segurança e nem de combate a violência, entendem de morte.

Seguindo esta lógica bastaria distribuirmos lápis, canetas e cadernos e resolveríamos o problema da educação brasileira. Sabemos todos que não é assim, o afrouxamento do acesso as armas só irá aumentar os assassinatos e, por conseguinte, os índices de violência.

Qualquer agente de segurança, com o mínimo de responsabilidade, orienta para evitar movimentos bruscos e não reagir durante um assalto. O criminoso age pelo efeito surpresa e isto é mais que suficiente para entendermos que o porte ou a posse de arma não resolve, muito pelo contrário.

Violência se combate com políticas públicas, com investimento em educação, combatendo a concentração de renda, com políticas de diminuição das desigualdades, com um projeto ambicioso de geração de emprego e renda.

Qualquer política que não encare o problema da segurança sob o prisma apresentado é cortina de fumaça para escamotear os reais interesses que são os de atender ao lobby da indústria bélica que lucra com as mortes, financia as guerras e as campanhas políticas, além de alimentar o narcotráfico.

Afinal de contas o mundo precisa de violência, conflitos, guerras e mortes para a indústria armamentista ser rentável.

Fonte: Roberto Vilanova

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