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Chamusca reforça correções no CRB e afirma: “Fator motivação tem peso muito grande”

Por Paulo Victor Malta. 18/04/19 - 19h15

O técnico Marcelo Chamusca concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (18), no CT Ninho do Galo, na Barra de São Miguel, e comentou sobre a preparação do CRB para a final do Campeonato Alagoano. O treinador destacou o trabalho de correções e estudos de vídeos com os jogadores. 

“(Tem muito a consertar?) Muito não, mas tem alguns acertos. Todo jogo, por melhor que você faça, independente do resultado, tem sempre alguma informação a agregar, a gente tem um perfil em que gosta de trabalhar muito com análise, não só do nosso adversário, mas do nosso jogo também. Ontem nós passamos esse vídeo para os atletas, trocamos algumas informações, mostramos algumas situações de posicionamento nosso e do adversário. Espaço que a gente pode aproveitar melhor, onde a gente vai ter que marcar melhor o adversário para que possa ter um resultado diferente no jogo de domingo”. 

“A oscilação faz parte. Não é uma coisa que não acontece, acontece em várias equipes. Não é uma particularidade só do CRB. Mas o trabalho do treinador é tentar detectar, fazer essa análise de estatística, passar confiança.

Fazer o que estamos fazendo, mostrar através de imagens onde a gente pode melhorar na execução, na tomada de decisão, ir para o campo, criar as ações no campo já levando-se em consideração o posicionamento do adversário para poder aproveitar um pouco melhor os espaços que o adversário vai nos proporcionar no domingo”. 

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“E passar confiança para os jogadores nesse momento, que a gente não tem muito tempo para fazer grande mudanças. Basicamente o grupo é esse que temos, com algumas opções que a gente está trabalhando para durante o jogo. É a somatória de tudo isso, análise, confiança e treino no campo para que eles possam melhorar. Se em algum momento a estatística mostrou que eles tiveram êxito, eles são capazes de voltar a ter êxito em um jogo tão importante como esse, que o fator motivação tem um peso muito grande”.
 

Após vencer o jogo de ida por 1 a 0, o Azulão conquistou a vantagem do empate para chegar ao bicampeonato. O Galo precisa vencer por 2 ou mais gols de diferença no tempo normal para ser campeão. Caso vença por apenas 1 gol de diferença, o Regatas leva a decisão para os pênaltis. 

CRB e CSA decidem a taça do Campeonato Alagoano 2019 no próximo domingo (21), às 16h, no Rei Pelé, em Maceió. O mando de campo desta vez será do Alvirrubro. O TNH1, a TV Pajuçara e a Rádio Pajuçara FM Maceió – 103,7 acompanham todos os detalhes do Clássico das Multidões ao longo desta semana.

Veja outros trechos da coletiva. 

Jogadores manifestam os erros nesses vídeos?

“É muito difícil jogador se manifestar, principalmente quando está em grupo. Às vezes ele se manifesta de forma individualizada com o treinador ou com um membro da comissão técnica. Mas quando está no grupo, dificilmente ele se manifesta. E eu sempre falo para eles o seguinte, a ideia da palestra com a imagem, com o vídeo, não é apontar, nem individualizar, nem buscar quem errou, principalmente quem foi culpado em determinado momento por uma determinada situação. É para a gente mostrar uma situação mais em parte tática, quando a gente faz uma leitura de jogo, mostra algumas informações”. 

“Chamo de fotografia do jogo. Espaços, movimentação tática que a gente possa aproveitar melhor. Situação onde a gente possa ter uma tomada de decisão diferente.

Às vezes é um erro de execução, de uma determinada finalização. Mas nunca procurando individualizar, sempre procurando colocar de forma coletiva, porque acredito que os erros são sempre coletivos. Às vezes eles acontecem no ataque, mas a bola demora a chegar ao nosso gol, ao gol adversário. E eu coloco sempre como um erro coletivo, porque futebol são muitas ações e eu acredito que todas elas estão envolvidas não só nos acertos, mas também nos erros”.

Após uma semana no comando, tem mudanças suas no time?

“Algumas mudanças, na verdade até situações conceituais, já tentamos colocar no jogo de domingo. E elas já aconteceram. Se for fazer uma análise dos jogos anteriores para esse jogo, já deu para ver alguma mudança, principalmente na fase ofensiva do jogo. Que é a fase em que tínhamos a bola para jogar. Na fase defensiva nós mexemos muito pouco, até porque a equipe está dando uma resposta interessante nesse momento do jogo. Em relação a parte de organização de bolas paradas, também mexemos um pouquinho. Essa semana demos muita ênfase para a recuperação dos atletas, que vinham de uma sequência e era importante recuperarmos os atletas nesses dois primeiros dias da semana. E isso fizemos bem”. 

Foto: Gustavo Henrique / CRB

“Agora estamos voltando a enfatizar não só a questão tática de organização, levando-se em consideração o posicionamento do nosso adversário, que hoje conheço melhor pelo jogo de domingo. Mas em alguns setores vamos ter que pontuar ali ou por problema de ordem médica ou por alguma questão tática. Já deve haver um comportamento um pouquinho diferente, como já houve no domingo. A medida que o tempo for ficando um pouco mais longo, essas mudanças vão ser mais perceptíveis. Hoje elas são muito pequenas por causa do pouco tempo. É coerente da minha parte manter aquilo que vinha sendo feito aqui, porque tem muita coisa positiva aqui que aconteceu durante esse período que o Roberto Fernandes esteve à frente da equipe”. 

CRB tomando inciativa, CSA mais retraído. Precisa ter atenção nesse cenário?

“O jogo é equilibrado. Vai acontecer em alguns momentos. O CSA é uma equipe que já vem jogando junto há algum tempo, desde o início da temporada, é muito bem trabalhada pelo Marcelo Cabo. Já tem um modelo de jogo definido, onde eles alternam entre o propor e o jogo reativo também, tanto que o gol foi um contra-ataque de uma bola parada, o adversário estava com os 10 jogadores dentro da área. Tudo isso estamos analisando. Sabemos que em alguns momentos o CSA vai entrar em nosso campo, vai jogar porque o CSA hoje é uma equipe que investe, está jogando a Série A”. 

“É praticamente impossível fazer 90 minutos de pressão contra um adversário que tem investimento e tem qualidade, que vai também entrar em seu campo para jogar, não só para preservar o resultado, mas também para tentar dilatar esse resultado. É muito perigoso você jogar 90 minutos só se defendendo com 1 a 0. Espero um jogo equilibrado. Vão acontecer ações dos dois lados e temos que nos preparar para todas as situações de jogo. É isso que estamos tentando fazer aqui durante a semana com o conhecimento melhor do adversário. Para que a gente possa fazer, não é o ataque na verdade, é o nosso sistema ofensivo, a nossa fase ofensiva que está inserida a partir do goleiro, dos zagueiros, dos laterais, dos volantes, com efetividade maior, maior número de criação de oportunidades e a gente ser mais efetivo nessa criação de oportunidades. 

Fonte: TNH1

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