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Justiça autoriza quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro e Queiroz

Senador afirmou ser vítima de perseguição ilegal por parte do MP

 (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e do ex-policial militar Fabrício Queiroz, que foi assessor de Flávio. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro fez o pedido e a Justiça autorizou no final de abril, mas o fato era mantido em sigilo. A informação é de O Globo.

A quebra do sigilo bancário será para o período que vai de janeiro de 2007 até dezembro de 2018. Também foi autorizada a quebra do sigilo fiscal dos dois, no período de 2008 e 2018. 

Também foi afastado sigilo da mulher de Flavio, Fernanda Bolsonaro, a empresa dos dois, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, das duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e da esposa deste, Marcia. Outros 88 ex-funcionários do gabinete, familiares e empresas ligadas a eles também tiveram sigilo quebrado. Entre os afetados estão Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como um dos líderes do Escritório do Crime, organização de milicianos que pode estar envolvida na morte de Marielle Franco. Adriano, que está foragido, já foi homenageado por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.

Três empresários de origem americana, dois vivendo no exterior, também estão na lista dos que tiveram sigilo afastado. São eles Glenn Howard Dillard, Paul Daniel Maitino e Charles Anthony Eldering, donos de duas empresas ligadas ao ramo imobiliário com sedes no Rio de Janeiro. Outra empresa, a MCA Participações, e seus sócios, também tiveram sigilo afastado. Segundo a Folha de S. Paulo, a MCA foi a empresa que comprou imóveis de Flávio apenas 45 dias depois de ele os comprar, com ganhos de 260% na venda.

No domingo, o senador deu entrevista ao Estado de S. Paulo e afirmou que a investigação do MP é “ilegal” e apenas uma maneira de atingir a presidência de Bolsonaro. ” Eles querem requentar uma informação que conseguiram de forma ilegal, inconstitucional. Como viram a cagada que fizeram, agora querem requentar, dar um verniz de legalidade naquilo que já está contaminado e não tem mais jeito. Vejo que há grande intenção de alguns do Ministério Público de me sacanear”, afirmou.

As investigações começaram no ano passado, quando o  Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão de Queiroz. 

Fonte: Correio 24 horas

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