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Flávio Zero Um: o corretor de imóveis de sucesso

Por Aprígio Vilanova | 16|05|2019 às 17:28

Reprodução da internetO cerco do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) está se fechando. A revista veja teve acesso ao documento do MP-RJ que sustenta o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do Zero Um da família Bolsonaro e mais 94 pessoas e empresas ligadas ao senador.

A investigação do MP-RJ encontrou indícios que Flávio Bolsonaro utilizou a compra e venda de imóveis para a prática de lavagem de dinheiro. No documento, os promotores afirmam que, entre 2010 e 2017, o filho do presidente, a época deputado estadual, lucrou mais de R$3 milhões com as transações de 19 imóveis.

Segundo o MP, o modus operandi consistia na compra subfaturada e na venda superfaturada dos imóveis. O MP entende que existia algo recorrente nos negócios: os imóveis adquiridos estavam sempre com valores abaixo dos praticados e vendidos com cifras acima do mercado imobiliário. Em alguns casos, Flávio Bolsonaro chegou a lucrar mais de 200% em menos de um ano.

A 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro autorizou a quebra do sigilo atendendo pedido do MP-RJ. No pedido, o MP afirma que a prática tem fortes indícios de que o intuito foi o de “simular ganhos fictícios com a finalidade de encobrir o enriquecimento ilícito decorrente de desvios de recursos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)”.

Entre as pessoas que tiveram seus sigilos bancários e fiscais quebrados, estão: Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar (esposa de Queiroz), Nathália Queiroz (filha), Evelin Queiroz (filha), todos funcionários lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. O MP afirma ter encontrado, no gabinete de Flávio, indícios da prática de peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Fonte: Blog do Bob

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