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Assembleia derruba veto e mantém proibição à ‘ideologia gênero’ em salas de aula

Por ABN - ALAGOAS BRASIL NOTICIAS

Assembleia alagoas Dentro

Após meses de polêmica, a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) decidiu, na sessão ordinária desta terça-feira (10), derrubar, por 15 a 4, o veto governamental ao artigo 12 do Plano Estadual de Educação e manter a proibição à discussão da “ideologia de gênero” em sala de aula. Na sessão, deputados manifestaram preocupação com a possível consequência que o artigo poderia trazer para a educação das crianças nas salas de aula.

Na discussão sobre o artigo, o deputado Bruno Toledo (Pros) apresentou aos colegas de parlamentares um material didático que acelera a sexualização das crianças nas salas de aulas, sobretudo, nas relações homoafetivas. Toledo ressaltou que no material didático há dois ‘super hérois’ do sexo masculino se beijando e chamando a criança para a “diversão”. 

“Como pai, não autorizo à escola a terceirização da sexualização dos meus filhos e acredito que assim deve ser nas escolas do estado de Alagoas. É papel da família fazer esse trabalho educacional. Em mãos, mostro um material didático que está sendo distribuído livremente. E esse artigo vem combater esses excessos”, expôs Toledo. 

Diante do relato discricionário sobre o material didático, o deputado Antônio Albuquerque (PTB) classificou como inominável o que foi exposto por seu colega de ALE. “Esse matéria é contra a família, contra a moralidade e contra os bons costumes. Cabe à família ensinar e preparar culturalmente seus filhos. Desafio alguém aqui a se levantar apontar que o artigo 12 fere ou prega o preconceito, a quem quer que seja”, desafiou Albuquerque. 

Já para o pastor e deputado João Luiz (PSC) os vetos ao artigo deveriam ser derrubados em “nome do conservadorismo da família alagoana, da educação e bons ensinamentos”. Segundo João Luiz, cabe a cada pai e mãe educar seu filho sexualmente não à escola. “Essa ensinamento não é dever da escola, mas, sim, dos pais”, resumiu. 

Os deputados Isnaldo Bulhões (PMDB) e Jó Perreira defenderam a manutenção dos vetos. Segundo a parlamentar, os dispositivos do artigo 12 não incentivam nenhum ato homoafetivo ou qualquer outro relacionado na sala de aulas. “Como parlamentar, conheço todo o plano de educação que está em discussão e não se trata sobre sexualização da criança”, frisou Perreira.

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