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Trabalhadores do MST ocupam sede da Prefeitura de Atalaia

Por Alagoas Brasil Noticias

Centenas de trabalhadores do Movimento Sem Terra (MST) invadiram e ocuparam, na manhã desta terça-feira (14), a sede da Prefeitura de Atalaia, no interior de Alagoas. O grupo deve ficar no local até uma reunião com os secretários de educação e infraestrutura agendada para esta tarde. Eles exigiam a presença do secretário de agricultura, mas atualmente o cargo está vago. O grupo reivindica melhorias nos assentamentos, tais como infraestrutura, educação, saúde e ações que auxiliem na produção agrícola.

Em entrevista à Rádio Gazeta, um dos líderes do movimento, Raimundo Gomes, disse que a pavimentação de estradas e a iluminação nos assentamentos são alguns dos problemas de infraestrutura reivindicados pelo MST, como também a reposição de medicamentos para as comunidades.

“Nossas estradas estão precárias e dificultam nossa locomoção. Há também a falta de iluminação, que ainda torna o ambiente perigoso e propício a assaltos. Por vezes, demoramos para escoar nossa produção devido a esses problemas”, disse.

Segundo a assessoria da Prefeitura, os líderes serão recebidos pelos secretários ainda hoje e as propostas serão debatidas. A ocupação ocorre de forma pacífica e que os serviços oferecidos continuam funcionando normalmente.

Ainda de acordo com Raimundo, os assentados de Atalaia também sofrem com a precariedade nas escolas, onde a falta de estrutura dificulta o andamento do ano letivo. A falta de água devido a uma bomba que está quebrada, por exemplo, tem feito com que as aulas sejam suspensas.

“Além da bomba, também há a falta de servidores e o atraso no pagamento dos salários. Queremos que, além das melhorias, nos deem garantias de um concurso público para as áreas deficientes”, finalizou.

A assessoria informou que a carência e os salários atrasados são de servidores contratados pela prefeitura para suprir as demandas da educação, mas que devido a crise, tiveram que ser demitidos. 

Segundo a assessoria, o departamento jurídico está analisando a situação dos servidores efetivos para que alguns possam ser realocados para minimizar a carência;

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