Home NotíciasPolitica Deputados repudiam operação policial na ALE: “demonstração de arrogância”

Deputados repudiam operação policial na ALE: “demonstração de arrogância”

Por Alagoas Brasil Noticias

Vice-presidente diz que Mesa não tem poder de analisar e controlar licenças médicas.

justificativa

Na ausência do deputado Marquinhos Madeira (PMDB) na sessão desta quarta-feira, 15, alguns de seus colegas, capitaneados pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, Ronaldo Medeiros (PMDB), se solidarizaram com o parlamentar e repudiaram a ação da Polícia Civil ocorrida pela manhã, para buscar por um atestado médico apresentado por Madeira em 2012.

Questionado sobre as licenças médicas aprovadas na Casa, Medeiros também defendeu que a Mesa Diretora não tem poder legal de analisar e controlar os atestados e que, regimentalmente, eles não precisam ser validados por uma Junta Médica.

“Não sou médico e a Mesa não tem nenhum médico. Se chega atestado médico, só quem pode analisar é outro médico. A Mesa não pode dizer que o deputado não vai tirar a licença porque acha que ele tem ou não a doença. Cabe a Mesa aceitar simplesmente a justificativa do profissional competente. Não cabe a Mesa analisar se tem muita licença ou licença nenhuma”, afirmou.

Sobre a operação de hoje, o vice-presidente classificou-a de “totalmente desnecessária, pela quantidade de policiais, pela forma como foi feita e, principalmente, pelo motivo: buscar um atestado que o deputado utilizou para tirar uma licença em 2012.”.

“A ação com mais de 20 policiais dá a entender que Alagoas tem policial de sobra… Não é necessário fazer carnaval e expor todo o Poder com essa demonstração de força e arrogância apenas para buscar um atestado médico”, completou Medeiros, reforçando que, desde que assumiu, em fevereiro de 2015, a Mesa Diretora atual não recebeu nenhum pedido de cópia do documento.

Segundo ele, Madeira lhe garantiu ainda que o atestado nunca lhe foi solicitada informação alguma. “Deixo aqui o meu repúdio a essa ação e vou passar esse repúdio ao governador. Não havia necessidade dessa operação de maneira nenhuma”, concluiu.

Em aparte, Marcelo Victor se solidarizou ao pronunciamento e comparou a ocorrência na ALE à operação ocorrida em Brasília, na residência oficial do deputado Eduardo Cunha (PMDB), onde um grupo de elite da Polícia Federal esteve em busca de documentos.

“Era o rambo para pegar o documento na casa do buchudinho, que nem correr consegue… Não vemos o mesmo grupo trocar tiros com bandidos, acabar com tráfico… Mas, para casa do Cunha foi até helicóptero, fuzil, parecia filme americano”, ilustrou.

Os deputados Inácio Loiola, Cícero Cavalcante (PMDB) e o presidente da Casa, Luiz Dantas (PMDB) também repudiaram a ação policial.

Já Rodrigo Cunha (PSDB) e Galba Novaes (PMDB) ponderaram que a polícia agiu em cumprimento a uma ordem judicial, anos depois de tentar obter a informação administrativamente.

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