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Caso PC Farias, Duas décadas de impunidade

Por Alagoas Brasil Noticias

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Nesta quinta feira (23) completa 20 anos dos assassinatos do empresário Paulo César Farias (PC Farias) e da sua namorada Suzana Marcolino.

Duas décadas de mistério e de impunidade, uma vez que a polícia e a justiça de Alagoas não se entenderam sobre o caso e ninguém foi condenado pelo duplo crime.

PC Farias, tesoureiro do Presidente Collor e líder do que se intitulou “República de Alagoas” portador de segredos até hoje não desvendados, foi morto em sua casa de praia, em Guaxuma (que para muitos tornou-se ponto turístico e até de casamentos) na noite da véspera de São João de 1996, um Sábado, juntamente com sua namorada Suzana Marcolino. A casa era guardada por quatro seguranças.

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                   Em 2013, os seguranças chegaram a sentar no banco dos réus, acusados pelo Ministério Público por duplo homicídio, mas foram absolvidos por 4 a 3. Antes disso, vários inquéritos apontavam que Suzana havia matado PC e depois se suicidado.

Essa também foi a tese defendida pelo célebre perito Badan Palhares, contratado pela família de PC para explicar tecnicamente as duas mortes e os mistérios da casa de Guaxuma.

Seus laudos foram desmontados na oportunidade pelo legista alagoano George Sanguinetti, que viajou pelo Brasil defendendo a tese do duplo homicídio e até escrevendo um livro a respeito.

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                   No frigir dos ovos, o caso acabou caindo no esquecimento. Familiares de Suzana Marcolino, sempre que dispõem de uma oportunidade cobram qualquer tipo e esclarecimento e não aceitam os inquéritos anteriores.

A família de PC Farias evitou estimular a discussão a respeito. PC Farias foi o pivô de todo o esquema de corrupção que acabou detonando da Presidência da República, o hoje senador Fernando Collor de Mello.

O empresário foi o coordenador e tesoureiro de sua campanha presidencial e acabou tornando-se o homem forte do seu Governo.

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