Home NotíciasSaúde Pneumonia é a segunda causa de morte no HGE; até março foram 365 internações e 20 óbitos

Pneumonia é a segunda causa de morte no HGE; até março foram 365 internações e 20 óbitos

Por Alagoas Brasil Noticias

Os números preocupam. Nos quatro primeiros meses deste ano o Hospital Geral do Estado (HGE), localizado no Trapiche da Barra, em Maceió, atendeu 365 pacientes diagnosticados com pneumonia, uma doença causada por uma infecção dos pulmões que pode ocorrer pela ação de vírus, bactérias ou agentes químicos, podendo evoluir para óbito. Somente no HGE, 20 mortes causadas pela pneumonia foram registradas de janeiro a março. A rapidez no diagnóstico e início do tratamento é fundamental nestes casos.

Espirros, dores e febre fizeram o idoso identificado como Aroldo, achar que estava com uma simples virose. Ele procurou atendimento médico e percebeu que o problema era bem mais sério. “Quando cheguei a médica logo me mandou fazer um raio-x e foi detectado que eu estava com pneumonia”, explicou durante entrevista.

 

Aroldo faz parte de uma estatística preocupante. Nos últimos anos o número de internações e mortes no Hospital Geral do Estado, tendo a pneumonia como diagnóstico, cresceu. Em 2014, foram 686 internações e 328 mortes; em 2015, foram 1001 registros de pacientes atendidos com 386 óbitos; já nos primeiros quatro meses de 2016, foram 365 internações com 20 mortes.

“Estamos internando mais idosos. Isso não quer dizer que a idade seja um fator de gravidade. É que nós temos doenças que acompanham a idade como diabetes, pressão alta, insuficiência cardíaca, aí justamente a demora no diagnóstico, com o não reconhecimento dos primeiros sintomas acabam contribuindo com a taxa de mortalidade”, explicou a médica responsável pelo atendimento no HGE.

Por isso é de extrema importância se dar a devida atenção ao início dos sintomas que podem variar, com dores de cabeça, musculares e nas articulações; ficando mais evidente com tosses com a presença de sangramento, perda de apetite, fadiga e febre alta.

Idosos, crianças e pessoas com baixa unidade apresentam um risco maior de contrair a doença, por isso fazem parte do grupo que recebe as vacinas ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação precisa ser reforçada a cada cinco anos.

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