Home Turismo e Meio Ambiente Aterro sanitário começa a funcionar no Sertão e prefeitos relutam em destinar o lixo para o local

Aterro sanitário começa a funcionar no Sertão e prefeitos relutam em destinar o lixo para o local

Por Alagoas Brasil Noticias

ATERRO

O aterro sanitário administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (Cigres) finalmente começou a operar recebendo o lixo de duas cidades: Olho D´Água das Flores e Olivença. O empreendimento é o único que funciona através de um consórcio intermunicipal formado em Alagoas com 17 municípios associados. Todos esse municípios deveriam ter fechado seus lixões e encaminhado os resíduos para o aterro sanitário do Cigres.

O fim dos lixões já foi determinado pela lei 12.304/10 e o decreto presidencial 7.404/10, que previa a desativação de todos no dia 2 de agosto de 2014. Entretanto até agora a lei não vem sendo cumprida e os lixões continuam “prosperando”, poluindo o meio ambiente e oferecendo tempo para que um grupo de prefeitos se articule, em um movimento político para pressionar o presidente interino Michel Temer, a assinar a Medida Provisória 649/14, que joga para 2018, o prazo para o fim dos lixões. Vale lembrar que em 2018, boa parte desses gestores não estará mais a frente das prefeituras. IMG_7159

Enquanto isso os prefeitos dos municípios pertencentes ao Cigres, continuam relutando em destinar os resíduos das cidades para o aterro. Dos 17 associados, sete não pagam a manutenção do empreendimento e apenas dois iniciaram a operação de enviar para o aterro o lixo, numa afronta a legislação e o Ministério Público, que já notificou dezenas de prefeituras. Mesmo assim as multas aplicadas não surtiram o efeito esperado. Alguns prefeitos chegam a argumentar que os lixões geram a sobrevivência para dezenas de famílias e causam mais despesas para os municípios.

O aterro sanitário administrado pelo Cigres tem capacidade para receber 200 toneladas por dia de lixo e uma vida útil de 30 anos. O empreendimento está pronto desde o ano passado, mas apenas dois municípios consorciados estão levando os resíduos para o local. A informação de que uma operação do Ministério Público estaria sendo planejada para fechar os lixões e até prender os prefeitos dos municípios notificados, reincidentes na prática de crime ambiental, já serviu para alertar os gestores de que têm que cumprir a lei.

Projetos em andamento

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Atualmente em Alagoas existem um aterro sanitário e uma estação de tratamento de resíduos. Está última localizada na região metropolitana de Maceió, no município do Pilar.  Os dois empreendimentos estão prontos possuem todas as licenças ambientais  exigidas. Mesmo assim, os prefeitos dessas regiões continuam relutando em cumprir a lei.

Já com relação as outras regiões do estado, que ainda não são possuem aterros sanitários, os projetos estão em andamento, como o Conagreste, que tem a prefeita Arapiraca Célia Rocha como presidente. Segundo o secretário municipal de meio ambiente Ives Leão, o Conagreste inicia a obra de instalação do aterro sanitário da região nesta quarta-feira (13), em uma área aprovada pelos órgãos ambientais, no limite dos municípios de Craíbas e Arapiraca.

O investimento está orçado em R$ 13 milhões e está sendo realizado por uma empresa privada. Paralelamente também está sendo realizado o processo de encerramento do lixão de Arapiraca. Fato considerado histórico na preservação do meio ambiente no Agreste.

Ives Leão também anunciou que o Conagreste está trabalhando na formação de cooperativas de catadores de lixões, para transformá-los em agentes recicladores. O lixo pelas cidades produz renda para milhares de famílias em Alagoas, mas até agora apenas  Maceió tem esses trabalhadores organizados em cooperativas.

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