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5 de dezembro de 2021

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Anadia/AL, 5 de dezembro de 2021

Casarão do colonizador do Sertão está prestes a desabar e precisa da ajuda do governo

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 20 de julho de 2016

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casarão

Um dos casarões históricos de Água Branca, que pertenceu ao lendário coronel Ulisses Luna, considerado colonizador do Sertão

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está prestes a desabar, se alguma ação de governo não for realizada. Localizado na zona rural de Água Branca, no engenho Cobra, o imóvel data do início do século 20 e marca um período importante da  histórica de Alagoas, quando chegou a região o pioneiro Delmiro da Cruz Gouveia,que construiu a Fábrica da Pedra e a primeira hidrelétrica do Nordeste, Angiquinho.

O casarão do coronel Ulisses Luna era usado para reuniões políticas daquela região e também foi um dos redutos, que o cangaceiro Lampião nunca tentou tomar ou saquear, pois temia o velho líder político. O casarão, segundo Maria Aparecida Sandes, neta do coronel Ulisses Luna, era uma dos mais belos do Sertão de Alagoas.  Possuía um lindo jardim com muitas rosas e arvores. Ao lado uma capela erguida para as celebrações religiosas da família, principalmente no Natal, quando todos se reuniam. A Capela ainda resiste ao tempo junto com o casarão.

A estrada que frente ao Engenho Cobra era passagem obrigatória dos colonos da época, que tinha o costume de sempre reverenciar o velho líder político. Os homens tiravam o chapéu e as mulheres se inclinavam um pouco, em respeito ao “coroné”, que era o protetor de todos na região. Engenho produzia cana e havia também a criação de gado e cabras e ovelhas.

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Sem terras

Atualmente o antigo Engenho Cobra pertence aos assentados do Movimento Sem Terra. São doze famílias que foram beneficiadas com a propriedade do local que havia sido abandonada pela família do Coronel Ulisses Luna. O imóvel possuía um mobiliário raro do século 19 e inicio do século 20. Peças lindíssimas foram retiradas pela família e levadas, que segundo relatos dos moradores atuais, para o estado do Rio de Janeiro.

Atualmente o velho casarão se encontra em precárias condições, já que é de todo de sapé e possui um sobrado, que pesa sobre a estrutura, precisando urgentemente de reparos. Os lideres do MST, que são hoje os proprietários das terras, utilizavam até pouco tempo atrás, o casarão para o funcionamento de uma escola de crianças, mas diante do perigo de desabamento, as atividades foram suspensas. O local também foi utilizado nos últimos meses como cenário para gravação de cenas da telenovela Velho Chico, da Rede Globo.

Os assentados querem transformar o local em um museu rural, onde os turistas possam visitar e comprar os produtos artesanais e doces regionais. Para isso pedem a ajuda da prefeitura e do governo do estado.

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