Home NotíciasEconomia Brasil pode ter que complementar teto para gasto com alta de imposto, diz FMI

Brasil pode ter que complementar teto para gasto com alta de imposto, diz FMI

Por Alagoas Brasil Noticias

economi

As condições no Brasil estão começando a melhorar e o crescimento econômico deve voltar em 2017, mas o governo precisa avançar com as reformas, afirmam os economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) em documento para a reunião ministerial do G-20, o grupo dos países mais ricos do mundo, que começa dia 23 na China. O FMI vê espaço limitado para o Banco Central cortar juros agora e recomenda que o governo do presidente em exercício Michel Temer avance com o ajuste fiscal, incluindo com “medidas tributárias”, forma usada pela instituição para sugerir aumento de impostos, e reforma na previdência.

“O novo governo deve complementar a proposta de um teto para os gastos com medidas tributárias e resolver a rigidez das despesas e mandatos insustentáveis, incluindo na previdência”, afirma o documento do FMI. No Brasil, mais de 90% do Orçamento federal é de gastos atrelados a leis e, por isso, difíceis de serem cortados. Na reunião de primavera do FMI em Washington, realizada em abril, a instituição já havia falado que o Brasil poderia precisar de uma alta de impostos para melhorar a situação fiscal.

Além do ajuste fiscal, o FMI volta a recomendar que o Brasil faça reformas estruturais, para aumentar a produtividade e a competitividade. Outra medida essencial é a implementação do programa de concessões, que vai provocar melhora da infraestrutura do País. Medidas como esta, ressalta o relatório, serão essenciais para aumentar o crescimento potencial do País.

O Brasil está tendo desempenho econômico significativamente abaixo do potencial, destaca o FMI, e precisa construir “amortecedores fiscais”. Mas ao falar da necessidade de avanço do ajuste fiscal, o FMI ressalta que países como o Brasil e a Itália precisam ter em mentes medidas que sejam “amigáveis ao crescimento”.

O FMI alerta ainda ao falar do Brasil no documento do G-20 sobre os riscos que o aumento do endividamento das empresas traz, sobretudo porque parte dessa dívida está em moeda estrangeira. Um cenário de menor liquidez na economia mundial ou de aumento de juros pode complicar a situação financeira dessas companhias.

O Brasil será representado na reunião do G-20 pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Facebook Comments

você pode gostar

Deixe um Comentário