Anadia/AL

5 de agosto de 2021

Anadia/AL, 5 de agosto de 2021

Preta Gil chega em delegacia para depor após ataques racistas

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 26 de julho de 2016

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A cantora Preta Gil chegou no início da tarde desta terça-feira (26) para prestar queixa sobre os ataques racistas que sofreu na internet. O depoimento ia ser tomado na Delegacia de Repressão a Crimes de Internet (DRCI), na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Ri
o de Janeiro. 

Ela estava acompanhada do marido Rodrigo Godoy, de uma advogada e do empresário. Preta Gil  publicou no Facebook um desabafo e disse ter sido “atacada” com “diversas mensagens de ódio” nesta segunda-feira (25).

Na saída, a cantora conversou com a imprensa. “Contei para a delegada como eu fiquei ciente doaqes ataques ontem (25) à noite, quando entrei na página do meu Facebook e vi uma série de ofensas a minha pessoa, com xingamentos e ataques racistas me chamando de macaca e falando que eu tinha que voltar para a senzala. Coisas absurdas que me chocaram. Fiquei muito nervosa no primeiro momento. E falando com advogados e amigos, eles me aconselharam a procurar a delegacia”, disse Preta Gil.

“Haviam xingamentoscom  hashtag. Eles disseram 

que agora eu teria que aturá-los. Acho que você tem que denunciar. Eu convivo com os “haters”, mas nunca houve algo tão grave e nunca foi organizado com um monte de uma vez só. Vim aqui prestar a denúncia. E eles vão ser investigados. A delegada disse que hoje é possível achar essas pessoas. A maioria parece ser jovens e adolescente. E isso me deixa mais preocupada e triste porque a gente vê a violência instaurada hoje no mundo e como as redes sociais podem ser usadas de uma forma tão equivocada pelas pessoas”, afirmou a cantora.

Delegada vai pedir quebra de sigilo de 100 perfis
A delegada assistente da DRCI Fernanda Fernandes afirmou que vai pedir a quebra do sigilo de mais de
100 perfis do Facebook. “A vítima imprimiu alguns dos comentários e, com isso, será possível identificar os autores. A princípio a vítima não vai precisa voltar, aqui, só será chamada caso for necessário. Este tipo de crime aumentou nos últimos meses e a pena para  injúria por preconceito é de um a três anos de reclusão. O caso está sendo investigado”, afirmou a delegada.

 

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