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Brasil empata com o Egito e adia classificação no handebol

Por Alagoas Brasil Noticias

Seleção sofre no ataque, mas conta com estrela do goleiro nos últimos segundos para somar ponto.

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Bastava vencer para que a vaga inédita nas quartas de final do torneio de handebol dos Jogos Olímpicos viesse neste sábado. Mas o Egito, atual campeão africano e adversário da seleção masculina de handebol, não quis saber de facilitar a vida dos donos da casa, na Arena do Futuro.

Com uma ansiedade exagerada no ataque, talvez até maior que aquela que prejudicou a equipe na derrota para a Eslovênia, os meninos do Brasil correram atrás do placar o tempo inteiro. Chegaram ao empate no último minuto. E só não saíram de quadra com a derrota porque o goleiro Maik, o melhor jogador do time em quadra, pegou uma cobrança de sete metros nos últimos segundos, fazendo a partida terminar em 27 a 27.

Maik revelou o que passou pela sua cabeça quando precisou defender os sete metros decisivos. Ele foi conversar com o goleiro Bombom e relembrou uma conversa que costuma ter com o companheiro nos treinamentos. – A gente fica brincando no treino sobre ter a última bola do jogo, que ganha ou perde. Naquele momento eu pensei nisso e entreguei nas mãos de Deus para que pudesse me ajudar. Consegui antecipar no momento certo e a bola bateu no meu corpo, evitando assim a derrota. Me passa um filme na cabeça, pensando o quanto sonhamos e lutamos para chegar num momento como esse. É importante para a equipe, a seleção e o handebol brasileiro. Estou contente, mas ao mesmo tempo triste por causa do jogo – comentou Maik, único jogador do grupo a ter participado de uma Olimpíada (Pequim 2008).

Com duas vitórias (sobre Polônia e Alemanha), um empate e uma derrota, o Brasil está com 5 pontos e permanece na terceira colocação do Grupo B. À frente estão a Alemanha e a Eslovênia, ambas com 6. O Egito foi a 3 e subiu para a quarta posição, mas ainda pode ser ultrapassado pelos poloneses, que têm 2 pontos e jogam ainda hoje contra a lanterna Suécia, zerada na competição. Técnico da seleção brasileira, o espanhol Jordi Ribera não escondeu a insatisfação com a atuação da equipe, mas ressaltou a importância de ter saído de quadra sem a derrota.

– Não atacamos bem, perdemos muitas bolas, muito precipitados. Foi uma atuação totalmente diferente que contra contra a Alemanha. Não estou contente com o rendimento do time. Também é verdade que o Egito jogou muito bem, sobretudo no ataque, com tranquilidade. Defenderam muito bem todos os deslocamentos que havíamos preparado. Para nós, o ponto foi muito importante, sobretudo se tendo em conta como foi o jogo e aquela sensação de que não teríamos tempo para a virada. Esse ponto pode ser muito importante para se fazer história. Somado aos quatro pontos (que o Brasil tinha) nos pode dar a classificação. E ainda resta um jogo, que pode ser importante para estarmos melhor classificados – declarou o treinador.

Se a classificação não veio na partida contra o Egito, ainda resta uma esperança para que a vaga venha já neste sábado. Caso a Suécia vença a Polônia no confronto que começa às 19h50, a seleção brasileira não terá como ser alcançada nem por suecos nem por poloneses. Na última rodada, o time verde e amarelo encara justamente a Suécia, atual vice-campeã olímpica, nesta segunda-feira, às 16h40 (de Brasília).

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