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Temer assume o comando da operação para salvar Eduardo Cunha da cassação

Por Alagoas Brasil Noticias

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Brasília – O Michel Temer assumiu o comando da operação para evitar que o deputado Eduardo Cunha seja cassado. Temer, que convenceu Cunha a renunciar a presidência da Câmara para facilitar a operação destinada a evitar a sua cassação, convenceu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a empurrar a votação do pedido de cassação de Cunha para setembro.

E mais: que a sessão fosse marcada para uma segunda-feira, dia em que os deputados estão voltando dos estados de origem e não tem sessão deliberativa exatamente porque dificilmente se atinge o quórum regimental.

Cunha ameaçou delatar o que sabe de maus feitos caso seja cassado e perca o foro privilegiado. Denunciado na Operação Lavo Jato, mas protegido pela imunidade parlamentar, Cunha é uma bomba ambulante e todos, inclusive oTemer, têm medo que ele para se vingar da cassação conte tudo o que sabe.

Dizem que Cunha sabe mais do que o empresário Marcelo Odebrecht, que confessou ter dado 21 milhões de reais para o José Serra, 10 milhões de reais para o Temer e 4 milhões de reais para o Elizeu Padilha e tudo sob o crivo de caixa 2.

Cunha sabe mais porque operou com praticamente todas as empreiteiras.

Há nesse esforço concentrado para evitar a cassação do Cunha o fato estranho de há 3 meses o juiz Sergio Moro não conseguir entregar a intimação à Cláudia Cruz, esposa de Cunha, para que ela explique como conseguiu 1 milhão de dólares depositados na Suíça, se não tem renda alguma?

O oficial de justiça foi duas vezes à residência do casal, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nos dias 14 e 16 do mês passado, e não conseguiu encontra-la para entregar a intimação de Moro. O advogado dela explicou que Cláudia passa a semana em Brasília com o marido e volta nos finais de semana para o Rio de Janeiro.

Não seria o caso de aguardá-la no aeroporto?

Não sei; só sei que o oficial de justiça não conseguiu até agora entregar a intimação e a esposa de Cunha permanece inatingível para a Operação Lava Jato. Esse desencontro encaixa-se perfeitamente no plano comandado por Temer para salvar o Cunha da cassação do mandato e evitar que ele, para se vingar, relate o que sabe.

O plano para salvar Cunha tem inclusive a compensação para aplacar a ira popular. Cunha teria o mandato suspenso até o final do ano e só retornaria em 2017, quando a amnesia nacional já o teria deixado no passado remoto.

Está tudo esquematizado. Afinal, para Temer é melhor o desgaste momentâneo por ter-se empenhado em salvar o mandato de Cunha a ter de padecer diante da bombástica delação que vier a fazer.

Para cassar o mandato de Cunha são necessários 257 votos entre os 513. Como a sessão foi marcada para uma segunda-feira, dia de baixa frequência em plenário, a possibilidade de evitar a cassação aumenta consideravelmente porque Cunhacontrola 200 deputados, a maioria evangélicos iguais a ele, que é o dono da rede Assembleia de Deus Madureira.

E, confiante de que não será cassado, Cunha já planeja disputar novamente a presidência da Câmara na legislatura que se inicia em 2018.

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