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A cada 10 empresas duas irão contratar novos funcionários no final do ano

Por Alagoas Brasil Noticias

Para Aliança Comercial expectativa se mostra positiva diante da crise e do número de desempregos

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As contratações temporárias sempre foram tidas como uma esperança para quem estava fora do mercado do trabalho e que poderia conseguir através dessa vaga uma contratação definitiva em uma empresa, após o período de final de ano. Com o nível de desemprego alto nos últimos meses no setor do comércio, as contratações de fim de ano poderão não alterar o quadro de funcionário, mas repor aquele efetivo do funcionamento demitido. 

A expectativa, mesmo que reduzida, ainda é animadora para o trabalhador que perdeu seu posto de trabalho diante dos cortes. Esse último trimestre do ano causa uma perspectiva de crescimento para o comerciante, que se prepara com o estoque, promoções e um bom atendimento para cativar o consumidor. 

De acordo com uma pesquisa do Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (IFEPD/AL), o Índice de Consumo das Famílias (ICF) teve alta de 3,25% entre agosto e setembro. 

“Todo esse aumento se deve à melhora na percepção dos consumidores em relação à renda, devido aos níveis dos preços estarem em patamares mais adequados e pela surpresa no mês de setembro sobre o nível de aumento do IPCA em apenas 0,08%. Isto aumenta a sensação de poder de compra dos consumidores. Quando comparamos setembro ante agosto, houve um aumento de 5,08% no consumo das famílias”, explica Felippe Rocha, assessor econômico da Fecomércio.

Por isso, os comerciantes podem precisar recompor o quadro. Para Aliança Comercial de Maceió essas contratações podem chegar a 20% nesses meses e isso deverá ser bem melhor do que foi registrado no ano passado, quando quase não houve aquisição de novos funcionários. 

O presidente da entidade, Guido Junior, acrescenta que o comércio, como um todo, perdeu muitos postos de trabalho nos últimos meses e agora assinala para uma melhora, principalmente para o ano de 2017.

“Essa redução foi muito grande e agora acreditamos que apenas lojas de confecções é que poderão fazer essas contratações. Nós fizemos um levantamento e tivemos um resultado que de cada 10 empresas apenas duas irão contratar agora”, afirmou ele. 

A Associação dos Lojistas do Shopping Maceió acredita que as contrações nesse período em 2016 serão bem melhor do que no ano passado, já que muitos estabelecimentos estão funcionando no limite de pessoal para atender os consumidores.

Lana Rettore, representante da associação, coloca que a maioria das pessoas que apareceram para concorrer a uma vaga perderam seus empregos por cortes nas empresas devido à crise. “Quase 70% das pessoas que foram entrevistas estavam ali porque perderam seus empregos outras 30% esperavam o primeiro emprego. Apesar do número alto, no final da seleção ficamos apenas um ou dois por conta qualificação”, explicou ela.

O trabalho em shopping, segundo a lojista exige uma qualificação e não parece ser tão simples como muitas pessoas pensam, por exigir uma maior habilidade com o consumidor e garantir a venda.

Direitos do temporário

De acordo com a lei federal 6.019/74, os trabalhadores temporários têm quase todos os direitos de um efetivo, com exceção do aviso prévio, seguro-desemprego e multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O funcionário tem direito à remuneração equivalente à do efetivo, assim como horas extras, férias e 13º salários proporcionais, folga semanal e adicional noturno. Além disso, o temporário também tem direito de seguro contra acidentes de trabalho, proteção previdenciária e registro na carteira de trabalho.

 

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