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Vereador acusado de homicídio é condenado a mais de 15 anos de prisão

Por Alagoas Brasil Noticias

Luciano Lucena foi interrogado na manhã desta terça-feira (8)

vereador

O vereador do município de Palestina, Luciano Lucena de Farias, foi condenado à pena de reclusão de 15 anos 7 meses e 15 dias, em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado em virtude de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A decisão foi anunciada no início da noite desta terça-feira, dia 08, pelo  promotor de Justiça Antônio Luiz Vilas Boas.

Segundo a assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual (MPE/AL) como o Juízo do 2º Tribunal do Júri manteve a prisão preventiva do réu, ele sairá do julgamento direto para a prisão, não podendo recorrer à condenação em liberdade. 

Durante os depoimentos desta tarde, o réu confessou ter assassinado Manoel Messias Simões, no dia 21 de junho de 2009, em Pão de Açúcar, durante depoimento no salão do 2º Tribunal do Júri, no Fórum de Maceió, na tarde desta terça-feira, 08.

Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ/AL), Luciano Lucena disse em depoimento que “no bar com mais dois amigos e outras pessoas jogando baralho. Manoel só observava o jogo. Teve um momento em que percebi alguém roubando e decidi parar o jogo. Nesse instante, ele gritou que o ladrão no baralho seria eu. Discutimos e perdi o controle dando um tapa na cara dele. Perguntei se era verdade que iria me matar e ele respondeu que sim, já retirando a mão do bolso. Quando dei conta já estava atirando nele. Agi para evitar minha morte”, narrou o vereador.

Para o promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, o vereador não teria agido em legitima defesa ao efetuar os disparos contra a vítima. “O crime aconteceu por um motivo torpe, com impossibilidade de defesa da vítima. O réu foi extremamente covarde, já que Manoel não estava armado e foi surpreendido por quatro tiros. O Ministério Público acredita piamente na condenação de Luciano por homicídio qualificado e pede aos jurados uma análise profunda nas provas apresentadas”.

O julgamento foi presidido pelo juiz John Silas da Silva, titular da 8ª Vara Criminal.

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