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Endocrinologista alerta para a prevenção do diabetes infantil

Por Alagoas Brasil Noticias
Entre os pequenos, o tipo mais comum do diabetes é o 1 que, nos últimos anos, vem registrando um crescimento anual de 3%, principalmente entre menores de 14 anos.

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O diabetes atinge cerca de 415 milhões de pessoas, atualmente – número que, de acordo com projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), pode chegar a 642 milhões, em 2040. Para que se possa ter uma ideia da dimensão do problema, um em cada 15 brasileiros é diabético. Desse total, estima-se que 150 mil sejam crianças. A tendência é que este cenário se torne ainda mais preocupante. Nos últimos anos, a incidência de casos de diabetes tipo 1 no mundo vem registrando um crescimento anual de 3%, principalmente entre menores de 14 anos. A doença pode aparecer de duas formas: a tipo 1, de início abrupto podendo, frequentemente, levar a situações emergenciais e graves, como ao coma cetoacidótico; e o tipo 2, silenciosa e de instalação lenta.

Quando o assunto é criança e adolescente com diabetes, alguns cuidados são necessários para manter a doença sob controle e evitar complicações futuras. Em prol do Dia Mundial do Diabetes, celebrado na próxima segunda-feira, 14 de novembro – campanha anual que visa a conscientizar a população quanto à importância da prevenção e do controle do diabetes -, a endocrinologista do HCor – Hospital do Coração, Dra. Regeane Cronfli, faz um raio X do diabetes infantil. “A principal causa do diabetes do tipo 1 nas crianças é autoimune, devido à auto fabricação de anticorpos contra o próprio organismo. Existe também uma associação à causas genéticas, uma vez que determinados genes podem proteger do aparecimento do diabetes ou desencadear a doença”, explica a médica.

Cerca de 25% dos casos de diabetes do tipo 1 apresentam-se com cetoacidose diabética, quadro extremamente grave, que representa a causa mais comum de morte entre crianças e adolescentes com essa doença, sendo também responsável por metade das mortes de indivíduos diabéticos do tipo 1 com menos de 24 horas. “Por isso, é de extrema importância que os pais se atentem à mudança de alguns comportamentos e valorizem determinadas queixas das crianças, como a de excesso de sede e de urina, cansaço, fraqueza, fome de fora do normal e perda de peso, uma vez que esses são os sinais de alerta mais frequentes”, comenta a médica.

A doença é muito séria e pode ter consequências graves, mas, se bem monitorada, a criança pode levar uma vida normal. Sinais simples podem ajudar os pais a identificarem possíveis casos do diabetes nas crianças. Confira algumas dicas!

O diabetes tipo 1
Entre os pequenos, o tipo mais comum do diabetes é o 1. Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo produz anticorpos capazes comprometer os mecanismos de produção de insulina. Os estados infecciosos são as causas mais comuns do desencadeamento de uma cetoacidose diabética. Entre as infecções, as mais frequentes são as do trato respiratório alto (gripes intensas, sinusites, amigdalites), as pneumonias e as infecções das vias urinárias.

Se confirmada a doença, o tratamento começa imediatamente com injeções subcutâneas diárias de insulina a fim de regular o nível de glicose no sangue. As injeções são, normalmente, aplicadas nas regiões da barriga, braço, coxa ou bumbum. Além disso, controle alimentar e atividade física fazem parte do pacote de tratamento recomendado.

Plano alimentar
A alimentação deve atender às necessidades individuais de calorias e nutrientes das crianças para garantir melhor controle da glicemia. Em um indivíduo diabético, mesmo com uma alimentação balanceada, e sem exageros, os alimentos não são aproveitados corretamente pelo organismo, devido à falta de insulina. Segundo a endocrinologista do HCor, o ideal é fazer seis refeições, sendo três principais e três lanches, fracionadas ao longo do dia. Quanto à forma de preparo dos alimentos, deve-se dar preferência aos grelhados, assados, cozidos no vapor ou até mesmo crus”, orienta.

A endocrinologista do HCor refere-se ainda que os alimentos diet, light ou zero podem ser indicados no contexto do plano alimentar, não devendo ser utilizados de forma exclusiva. A dieta pode fornecer flexibilidade às crianças e adolescentes com diabetes do tipo 1, acomodando os horários de refeições aos de atividade física, por exemplo.

Fique alerta!
A recomendação aos pais, de acordo com a Dra. Regeane Cronfli, é que estejam atentos à ocorrência das queixas de emagrecimento desacompanhado de redução do apetite da criança, fraqueza, cansaço, embaçamento visual, sede excessiva e aumento importante do volume urinário que tenham ocorrido no decorrer de poucos dias. “A criança com esses sintomas deve ser levada ao médico dentro do mais breve período possível, a fim de se evitar a ocorrência de quadros mais graves e se iniciar o tratamento adequado. Com essas medidas, o diabetes deixará de ser um fator limitante para que os pequenos possam desfrutar de suas vidas, normalmente”, esclarece.

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