Home NotíciasPolitica Mãe de Cláudia Cruz pede à Justiça Federal desbloqueio de R$ 355 mil

Mãe de Cláudia Cruz pede à Justiça Federal desbloqueio de R$ 355 mil

Por Alagoas Brasil Noticias

A mãe de Cláudia Cruz pediu a Justiça Federal o desbloqueio de R$ 355.106,26. De acordo com o advogado Marlus Arns, o dinheiro pertence à Neide Cordeiro Cruz e não à Cláudia Cruz, que é ré na Operação Lava Jato e, por decisão judicial, teve bens bloqueados.

“Tais valores pertencem exclusivamente à ora Requerente (que não integra o polo passivo da demanda), não sendo de propriedade da sua filha Cláudia, que é Requerida nestes autos”, diz trecho da petição protocolada pela defesa na sexta-feira (25).

No início desta tarde de terça-feira (29) não havia decisão do juiz sobre a solicitação.

Segundo a defesa, Cláudia Cruz é cotitular na conta bancária porque Neide Cordeiro Cruz tem 79 anos e existe um temor de que, pela idade avançada, ela não pudesse movimentar o dinheiro.

“Tal inclusão se justifica não somente pela idade avançada, mas também
pelo temor de não poder movimentar os valores de sua conta bancária em uma
situação de emergência (por exemplo, no caso de uma internação hospitalar, em que fosse necessário ter acesso ao dinheiro para custear um tratamento médico, a ora Requerente contaria com o auxílio de sua filha Cláudia). Não é demais registrar que tal situação é muito comum entre pais e filhos (as), especialmente quando aqueles atingem uma idade como a da ora Requerente”, diz trecho da petição.

Caso o juíz avalie que não há prova suficiente de que o dinheiro bloqueado pertence à Neide Cordeiro Cruz, o advogado pediu o desbloqueo imediato de 50% do valor. A defesa protocolou documentos do banco que, segundo ela, atestam que o dinheiro pertence a mãe de Cláudia Cruz.

As suspeitas

Cláudia Cruz é esposa do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ela e o marido respondem a ação civil pública por improbidade administrativa na Justiça Federal no Paraná.

Cláudia Cruz e Eduardo Cunha ainda respondem – em processos diferentes – na esfera penal por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção descoberto na Petrobras.

Nesta ação por improbidade administrativa,na qual a mãe de Cláudia Cruz pede o desbloqueio, a força-tarefa da Lava Jato acusa Eduardo Cunha de ter sido beneficiário direto do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da Petrobras.

A ação trata de atos considerados ilícitos na aquisição pela Petrobras de 50% dos direitos de exploração de um campo de petróleo em Benin, na África. De acordo com a investigação, o negócio foi avaliado em US$ 34,5 milhões e gerou um pagamento de propina de US$ 10 milhões – deste total, Cunha teria ficado com US$ 1,5 milhão.

Ainda conforme a Operação Lava Jato, o dinheiro abasteceu contas de Cláudia Cruz, que pagou despesas de luxo no exterior.

O que dizem as defesas
Os advogados de Cláudia Cruz dizem que “há um evidente equívoco nas alegações do Ministério Público”.  De acordo com a defesa, “as próprias instituições bancárias não detectam  qualquer origem ilícita dos valores, sendo mera suposição por parte do Ministério Público, despida de qualquer elemento probatório”.

A defesa de Educardo Cunha nega envolvimento do deputado cassado no esquema de corrupção da Petrobras.

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