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PM entra em confronto com servidores e transforma centro do Rio em praça de guerra

Por Alagoas Brasil Noticias

 

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Servidores que protestam contra o pacote anticrise do governo do Estado do Rio entraram em confronto com policiais militares nos arredores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), nesta terça-feira (6), no centro do capital fluminense. O embate durou mais de quatro horas e transformou o centro da cidade em um praça de guerra, com direito a invasão de uma igreja, presença de carros blindados e da cavalaria da PM e ruas totalmente bloqueadas.

De acordo com a Polícia Militar, oito militares ficaram feridos e estão sendo atendidos em um ambulatório dentro do Palácio Tiradentes, sede do Legislativo. Um deles teve ferimento próximo ao olho ocasionado pela explosão de um morteiro. Um jovem, não identificado, foi atingido por uma bala de borracha na garganta.

 

PMs e homens da Força Nacional de Segurança, que reforçam o efetivo no local, lançaram várias bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Os militares também usaram gás de pimenta a fim de dispersar os manifestantes e chegaram a invadir a Igreja de São José, ao lado da Alerj para usarem como base.

O Batalhão de Choque da PM, que incialmente se posicionou atrás das grades instaladas em frente ao Palácio Tiradentes, sede do Legislativo, foi mobilizado posteriormente para isolar as ruas que dão acesso à Alerj.

Do lado de fora, os servidores soltaram fogos de artifício e chutaram bombas de volta nos policiais.

Devido ao tumulto generalizado, muito trabalhadores da região central da cidade foram liberados mais cedo, e outro sequer conseguiram voltar aos locais de trabalho após o horário de almoço.

Votação na Alerj

Na sessão da Alerj foram aprovadas duas medidas de cortes de gastos com o próprio Legislativo (no uso de carros pelos parlamentares e com recepções durante sessões solenes) e um dos projetos do pacote, que autoriza o governo a usar notificações eletrônicas em processos da Fazenda estadual.

Os deputados decidiram alterar o calendário de votações. Agora, as sessões irão até a próxima segunda-feira (12). Inicialmente, o plano era seguir com as votações até o dia 15. Os sindicatos de servidores estão agendando uma paralisação geral para os dias 14 e 15. (Com Estadão Conteúdo)

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