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KLÉVERSON LEVY – Decretos mostram “má gestão” em municípios alagoanos

Por Alagoas Brasil Noticias

Prefeitos publicaram situações de emergência administrativa e de suspensão de procedimentos administrativos, pregão presencial, contratações e aquisições

Tenho acompanhado o início de algumas gestões municipais desde 01 de janeiro de 2017. De lá para cá, muitos prefeitos têm reclamado da situação que encontraram os Executivos municipais. 

Entre patrimônio delapidado, obras não concluídas, contas zeradas, pagamentos em atrasos e o famigerado “rombo financeiro”, os novos gestores estão com dificuldades para administrar suas respectivas cidades. 

Hoje, 13, por exemplo, dois municípios alagoanos publicaram no Diário Oficial do Estado (DOE) – grande fonte de material jornalístico – decretos de emergência administrativa e de suspensão de procedimentos administrativos, pregão presencial, contratações e aquisições. 

O prefeito de Cajueiro, Palmery Neto (PMDB), de acordo com o DOE, declarou estado de emergência administrativa em relação aos serviços e fornecimentos essenciais na cidade pelo prazo de 90 dias. 

O decreto 02/2017 foi assinado pelo gestor devido o desconhecimento da real situação econômica, financeira e patrimonial do município por conta do não cumprimento integral pela administração anterior dos procedimentos inerentes ao Processo de Transição de Governo. 

Já na cidade de Igreja Nova, a prefeita Verônica Dantas Lima e Silva, a Dona Vera Dantas (PMDB), constatou irregularidades nos procedimentos administrativos e no pregão presencial realizados por seu antecessor. 

Segundo o que foi assinado pela prefeita, a suspensão de qualquer contratação ou aquisição efetivada nos últimos 180 (cento e oitenta) dias, em especial os contratos referentes aos processos licitatórios de 2016, é necessária para evitar “dispêndio de dinheiro público de maneira incorreta”. 

Com isso, o decreto obrigou a antiga gestão municipal fornecer todo o acervo de contratações e aquisições (processos licitatórios na íntegra), por ser de domínio público, no prazo de 05 (cinco) dias, bem como, o bloqueio das contas do município até o montante do valor das despesas realizadas com os contratos e pregão no valor de R$ 1.770.000,00 (um milhão, setecentos e setenta mil reais).

Herança Maldita 

Porém, essa realidade administrativa encontrada pelo novos gestores se estende para outros municípios do Estado. 

Só para constar como exemplo, ao assumir o mandato, o prefeito de Paulo Jacinto,  Marcos Lisboa (PMDB), encontrou lixo acumulado, equipamentos esportivos abandonados e danificados, transporte escolar comprometido, caçambas e tratores quebrados e falta de ambulâncias como “herança maldita” deixada pelo ex-prefeito.

Leia mais aqui: Prefeito recebe município com “herança maldita” deixada por antecessor

Todavia, o que se vê ( e vimos) dos gestores que saem da administração pública no final de mandato e, principalmente, os que não elegem  um sucessor, é o sucateamento da máquina pública e o desrespeito com o erário que pertence ao povo.  

Os decretos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), desde que os mandatos iniciaram em 01 de janeiro, são um retrato da falta de comprometimento de ex-prefeitos com o bem público e, posteriormente, com a população da cidade. 

Eis que, em breve, esse mau gestor irá pedir voto novamente. Que não seja de tapinhas nas costas e aperto de mão, afinal, cara de pau e cinismo deixarão – quem sabe um dia – de fazer parte da política

Vida que Segue! 

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