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27 de novembro de 2021

Anadia/AL, 27 de novembro de 2021

Corpo de Teori Zavascki é velado em Porto Alegre; Moro e Toffoli prestam homenagens

Por Alagoas Brasil Noticias

Em 21 de janeiro de 2017

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Corpo do ministro Teori Zavascki é velado em Porto Alegre   (Crédito: Agência Estado)

O corpo do ministro Teori Zavascki está sendo velado, desde o começo da manhã deste sábado (21), em Porto Alegre. Ele morreu em um acidente aéreo na última quinta-feira (19), em Paraty.

Presente ao velório, o juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, prestou uma homenagem ao ministro, a quem chamou de “herói”.

“Acredito que pela qualidade, relevância e importância dos serviços que ele prestava, e a situação difícil desses processos, a importância desses processos, [Zavascki] foi um verdadeiro herói. Há uma grande desolação da magistratura. Todos que o conheciam, especialmente aqui da 4ª Região, estão desolados”, declarou, ao chegar na sede do TRF4, onde o corpo do ministro está sendo velado.

O acesso ao plenário onde está sendo realizado o velório do ministro foi bloqueado para jornalistas e fotógrafos. O caixão está fechado e coberto por uma bandeira do Brasil. Com um esquema de segurança rigoroso, amigos, políticos e familiares dão último adeus ao relator da Lava Jato.

O atual vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, também compareceu ao velório do amigo e estava visivelmente emocionado.  Ele disse que não é o momento de se conversar sobre quem herdará a relatoria da operação e que Teori será lembrado pela simplicidade e humildade. “É uma perda pessoal que nos abala muito. Eu vim dar um beijo em um grande amigo”, comentou.

Já o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo de Tarso Vieira Sanseverino comentou que a vida de Teori é “um exemplo que indica como deve proceder um magistrado nas altas funções da República”. Questionado, ele disse ser da opinião de que a relatoria da Lava Jato deveria ser redistribuída entre os atuais ministros do STF. “Não se deve deixar a relatoria para o novo ministro que vai assumir. Seria uma situação política extremamente delicada. Vários senadores estão sendo investigados na Lava Jato. Isso criaria uma situação embaraçosa politicamente com as pessoas que vão ser julgadas analisando o futuro julgador”, afirmou.

Perguntado sobre a possibilidade de a presidente do STF assumir a homologação das delações premiadas da Odebrecht, que estava sendo feita por Teori, Sanseverino disse que seria preciso analisar bem o regimento interno da corte, mas pensa que “seria uma solução bem razoável”.

O presidente do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), Luiz Fernando Penteado, disse, durante o velório que a morte do magistrado não deverá causar interrupção das investigações relativas à Operação Lava Jato. O TRF-4 é quem julga os recursos das decisões adotadas em Curitiba.

“A nomeação é ato do presidente da República, que deve pensar sobre o nome com alguma brevidade. Mas a ministra Carmen Lúcia [presidente do STF], observando o regimento interno, fará as diligências necessárias. As medidas urgentes não cessarão”, disse.

“As investigações [da Lava jato] correm por impulso do Ministério Público e da Polícia Federal. Certamente há juízes no país com condições de assumir as funções do ministro Teori”, completou.

O presidente Michel Temer deve chegar ao velório por volta das 13h. A presidente do Supremo, Cármen Lúcia, também esteve no local, mas retornou para seu hotel. Ela acompanhou com a família ao longo de toda a madrugada os trâmites para o transporte do corpo do Rio de Janeiro para a capital gaúcha.

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