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Com “voto de confiança”, ônibus voltam a circular até as 19h na Grande Vitória

Por Alagoas Brasil Noticias

 

Os ônibus voltaram a circular por volta das 9h desta terça-feira (7) na Grande Vitória, mas devem retornar às garagens às 19h, disse ao UOL o Sindirodoviários-ES (Sindicato Trabalhadores do Transporte Rodoviário do Estado do Espírito Santo).

Ao menos 40% das linhas devem operar nesse período em função da pouca quantidade de pessoas nas ruas.

O período de circulação, porém, pode ser interrompido a qualquer momento. “Num ônibus, machucou motorista, cobrador, nós voltamos para a garagem. Nós estamos dando um voto de confiança e retornando ao trabalho”, disse o presidente do sindicato, Edson Bastos, à rádio BandNews FM.

Segundo Bastos, em uma reunião na manhã desta terça, as Forças Armadas –que estão fazendo a segurança no Estado– garantiram proteção nos terminais de ônibus. 

Caso tudo transcorra normalmente hoje, a operação do sistema de transporte público deve ser normalizada na quarta-feira (8). “Se a gente tiver segurança nesse dia de hoje, amanhã a vida volta ao normal”.

A presença de militares e da Força Nacional não foi suficiente para encorajar os moradores de Vitória e da região metropolitana a retomarem a rotina. Com a PM nos quartéis e batalhões, a maioria das ruas permaneciam vazias e o comércio, fechado na manhã desta terça, em uma espécie de feriado forçado.

Ao menos 250 integrantes das Forças Armadas já estão no Espírito Santo, segundo o comando do Exército na região. A expectativa é de que mais 1.000 cheguem, ainda hoje, ao Estado, disse o secretário de Segurança Pública capixaba, André Garcia, à “Record TV”. “Estamos garantindo a segurança para que a vida volte ao normal”, disse, qualificando a suspensão do serviço de policiamento como “um movimento irresponsável”.

Entenda a crise no Espírito Santo

No sábado (4), parentes de policiais militares do Espírito Santo montaram acampamento em frente a batalhões da corporação em todo o Estado. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho para os profissionais. Desde então, sem patrulhamento nas ruas, uma onda de violência tomou diversas cidades. 

A Justiça do Espírito Santo declarou ilegal o movimento dos familiares dos PMs. Segundo o desembargador Robson Luiz Albanez, a proibição de saída dos policiais caracteriza uma tentativa de greve por parte deles. A Constituição não permite que militares façam greve. As associações que representam os policiais deverão pagar multa de R$ 100 mil caso a decisão seja descumprida.

A ACS-ES (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo) afirma não ter relação com o movimento. De acordo com o cabo Thiago Bicalho, do 7º Batalhão da Polícia Militar do Estado e diretor Social e de Relações Públicas da associação, os policiais capixabas estão há sete anos sem aumento, e há três anos não se repõe no salário a perda pela inflação.

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, as negociações sobre salários e condições de trabalho de policiais serão feitas apenas quando o patrulhamento na rua for retomado e a situação estiver controlada.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta segunda (6) em Vitória que militares das Forças Armadas ficarão no Espírito Santo durante o “tempo necessário” para que a ordem no Estado seja restabelecida.

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