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A AMÉRICA GRANDE REAGE AO TSUNAMI TRUMP

Por Alagoas Brasil Noticias

MAS, COMO METRALHADORA GIRATÓRIA, ELE NÃO SAI DO ATAQUE <> ABN <> 10/02/2017 <> ÁS 18:25 <> DIÁRIO DO PODER Em 20 dias da nova administração, o presidente Donald Trump e a população americana se surpreenderam mutuamente. Poucos acreditavam que Trump colocaria em prática, e de maneira tão imediata, as ideias heterodoxas que defendia na campanha presidencial. A maior surpresa, no entanto, veio de vários segmentos da sociedade americana, com uma fortíssima reação aos primeiros atos do presidente recém empossado.

A resistência que se viu nos aeroportos e os protestos em várias cidades após o anúncio da proibição da entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana foi apenas o começo. Segundo maior colégio eleitoral dos Estados Unidos, tradicional reduto republicano e eleitor de Trump – a diferença de quase 800 mil votos garantiu o apoio dos 38 delegados do estado -,  o Texas foi palco de manifestações de protesto contra as primeiras ações presidenciais. Centenas de pessoas saíram às ruas de Dallas, a terceira maior cidade do estado, e os reitores das principais universidades manifestaram apoio aos estudantes estrangeiros atingidos pela medida, que estavam em trânsito retornando das férias.

A REAÇÃO MAIS EFETIVA A TRUMP PARTIU DA JUSTIÇA.

A reação mais efetiva partiu da Justiça. Nesta quinta-feira, 8, um Tribunal de Apelação de São Francisco negou o pedido de revisão feito pela Casa Branca e manteve a suspensão do decreto presidencial que barra a entrada de muçulmanos e refugiados. Por unanimidade, os três juízes da corte mantiveram a decisão de primeira instância proferida pelo juiz James Robart, de Seatle. Em ambas as decisões, a conclusão dos juízes é de que não existem elementos que liguem os países atingidos pela barreira de Trump ao terrorismo contra os Estados Unidos. Na interpretação dos juízes, a restrição à entrada de imigrantes e viajantes dos sete países muçulmanos tem conotação discriminatória.

Como uma metralhadora giratória, Trump não sai do ataque. Usando o twitter como arma, dispara contra a Justiça, as empresas e a grande imprensa. Minutos após a decisão do Tribunal de São Francisco, o presidente anunciou que irá recorrer. “Vejo vocês no tribunal. A segurança do nosso país está em risco!”, tuitou Trump, que já havia chamado James Robart de pseudo juiz.

A caminho da Suprema Corte, a disputa judicial já extrapola a questão dos direitos de entrada de muçulmanos e refugiados nos Estados Unidos. Trata-se, na verdade, de uma discussão sobre os limites do poder de Trump como presidente. Admiradas por sua solidez, as instituições americanas passam por um teste rigoroso.  O resultado desse teste vai mostrar, realmente, o quanto a América é grande.

No setor privado, grandes empresas de tecnologia como Google, Apple, Microsoft, FaceBook e Uber elaboraram uma carta ao presidente pedindo que ele reveja sua política de restrições aos cidadãos muçulmanos e o banimento da entrada de refugiados sírios. Trabalhadores dessas e de outras empresas de tecnologia localizadas no Vale do Silício, na Califórnia, preparam uma manifestação contra Trump, no dia 14 de março. Eles pressionam seus empregadores a adotarem uma posição mais dura contra o presidente americano.

A cervejaria Corona e a Coca-Cola lançaram campanhas publicitárias em países de língua espanhola criticando o ordem para a construção do muro com o México. As campanhas ressaltam o orgulho de ser hispânico e a diversidade como um fator de fortalecimento dos Estados Unidos. Esta semana, o site de locação temporária de imóveis Airbnb e a escola de inglês ELS, que oferece cursos em vários países e recebe alunos de 143 nacionalidades, enviaram aos seus clientes mensagens por e-mail defendendo a diversidade.
O Airbnb anunciou ainda a doação de U$ 4 milhões para ajuda humanitária aos refugiados e lançou uma campanha para que seus clientes aceitem receber refugiados em suas casas temporariamente.

Apesar da maioria republicana, o Congresso também tem resistido aos atos de Trump. Até mesmo senadores republicanos, como John MacCain e Cory Gardner, criticaram a barreira contra muçulmanos e refugiados.

Na terça-feira, a indicação da economista Betsy DeVos foi aprovada no Senado depois de uma dura batalha. O vice presidente Mike Pense usou sua prerrogativa, assumiu a presidência do Senado e desempatou a votação que contava com 50 votos a favor e 50 contra a nomeação de DeVos. A nova secretária assume a pasta sob protesto da maioria das entidades de representação dos professores americanos. A lista de indicados por Trump para postos chave em sua administração vai sendo aprovada a conta gotas.

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