Home Alagoas Seca é extrema e excepcional em todo território alagoano, aponta relatório

Seca é extrema e excepcional em todo território alagoano, aponta relatório

Por Alagoas Brasil Noticias
 

Imagem relacionadaA seca em Alagoas chegou à situação extrema excepcional em duas regiões do estado: no Sertão e no Agreste, mas também em situação extrema no Litoral, atingindo um nível de estiagem preocupante em todo o estado alagoano. É o que aponta o relatório do Monitor de Secas do Nordeste do Brasil, elaborado em fevereiro deste ano.

Segundo o relatório, Alagoas não teve modificação no grau de severidade da seca, que permanece intensa. O mapa classificou a situação alagoana de estiagem em dois níveis: Extrema (S3) e Excepcional (S4).

O impacto da seca passou de curto prazo em todo o estado para curto e longo prazo, devido ao nível de estiagem na Zona da Mata e no Litoral.

Segundo o Monitor de Secas, historicamente, o mês de janeiro é um período de poucas chuvas em Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba e Pernambuco. Ao contrário do Maranhão, Piauí e parte da Bahia, onde apresentam maiores níveis de chuvas.

Por isso, o mês de janeiro deste ano não foi diferente. Alagoas, assim como os estados menos chuvosos neste mês, apresentaram um nível de chuva inferior a 25 mm, considerado muito baixo.

“As chuvas desse período estiveram associadas a Zona de Convergência Intertropical, por isso os maiores volumes ficaram concentrados nas áreas mais ao norte da região Nordeste”, explica o relatório. Exemplos são  os estados do Maranhão e Piauí.

Confira relatório completo aqui.

Segundo a Defesa Civil de Alagoas, em reportagem a Tv Ponta Verde, a quadra chuvosa no estado começa em abril a maio, mas tende a se realizar em um curto período de tempo. A previsão é de que em setembro, a estiagem volte a castigar o estado em um nível mais intenso. 

Pesquisadores preveem agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril

No último dia 21 de fevereiro, o governo do estado de Alagoas decretou situação de emergência em mais da metade do total de municípios alagoanos, 77 por 180 dias.  Esta é considerada a pior seca já registrada em 50 anos em Alagoas. 

Em busca de água na seca, macacos-prego se aproximam de cidades no agreste alagoano

Os municípios onde foi declarada situação anormal por 180 dias foram  Água Branca, Anadia, Arapiraca, Atalaia, Batalha, Belém, Belo Monte, Boca da Mata, Cacimbinhas, Cajueiro, Campestre, Campo Alegre, Campo Grande, Canapi, Capela, Carneiros, Chã Preta, Coité do Nóia, Colônia Leopoldina, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Feira Grande, Flexeiras, Girau do Ponciano, Ibateguara, Igaci, Igreja Nova, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Joaquim Gomes, Jundiá, Junqueiro e Lagoa da Canoa.

Além desses, o governo declarou anormalidade nas cidades de Limoeiro de Anadia, Major Izidoro, Maravilha, Mar Vermelho, Maribondo, Mata Grande, Messias, Minador do Negrão, Monteirópolis, Murici, Novo Lino, Olho d’Água das Flores, Olho d’Água Grande, Olho d’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Paulo Jacinto, Pilar, Pindoba, Piranhas, Poço das Trincheiras, Porto Real do Colégio, Quebrangulo, Rio Largo, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, São Brás, São José da Laje, São José da Tapera, São Sebastião, Senador Rui Palmeira, Tanque d’Árca, Taquarana, Teotônio Vilela, Traipu, União dos Palmares e Viçosa.

Facebook Comments

você pode gostar

Deixe um Comentário