Home NotíciasPolicia Militar acusado de matar irmãos no Village se apresenta no sistema prisional

Militar acusado de matar irmãos no Village se apresenta no sistema prisional

Por Alagoas Brasil Noticias

O policial militar acusado de envolvimento na morte de dois irmãos no conjunto Village Campestre, em Maceió, em março de 2016, se apresentou e foi recolhido ao Presídio Militar no dia 23 de fevereiro, após prisão preventiva decretada pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital.

Segundo o secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Marcos Sérgio Freitas, a apresentação de Johnerson Simões Marcelino foi espontânea e ele permanece no Presídio Militar, em Maceió.

O cabo Johnerson foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelo crime de homicídio doloso e duplamente qualificado pelo assassinato dos irmãos Josivaldo Ferreira Aleixo e Josenildo Ferreira Aleixo, durante uma abordagem policial de rotina. Eles tinham problemas mentais e estavam desarmados.

O militar também responde por homicídio culposo pela morte do pedreiro Reinaldo da Silva Ferreira, ocorrida no mesmo incidente. A investigação apontou que o pedreiro foi vítima de uma bala perdida quando os tiros foram disparados contra os irmãos. 

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), Johnerson e seu companheiro de farda, o soldado Jailson Stallaiken Costa Lima, serão responsabilizados pelo crime de fraude processual, já que teriam ‘plantado’ armas na cena do crime, para alegar durante o processo que as vítimas teriam reagido à abordagem.

O crime causou comoção na sociedade, pois os adolescentes mortos tinham problemas mentais e estavam a caminho da casa de parentes quando foram abordados pela guarnição do 5º Batalhão, da qual os acusados faziam parte.

Após o fato, de acordo com o Ministério Público, o cabo ainda pediu apoio a uma segunda guarnição, que fez o socorro das vítimas. Enquanto isso, outros militares ficaram no local. Um deles, o soldado Jailson, teria lhe dado apoio para forjar a cena do crime. “Foi nesse momento que eles implantaram pistola, espingarda e munições entre os pertences das vítimas”, denunciou o promotor José Antônio Malta Marques.

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