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Contra a reforma da Previdência, grupos bloquearam avenida em Maceió

Por Alagoas Brasil Noticias

Protesto aconteceu na Avenida Assis Chateubriand e o trânsito ficou complicado nos dois sentidos <>Por Jamylle Bezerra e Larissa Bastos <> Atualizado <> ABN 02/04/2017 ás 07:14 <> Fotos: Adelaide Nogueira

Avenida Assis Chateaubriand, no Centro de Maceió

Integrantes de movimentos sociais, sindicalistas e grupos de estudantes e de mulheres bloquearam, nesta sexta-feira (31), a Avenida Assis Chateaubriand, no Centro da capital, nos dois sentidos, deixando o trânsito parado na região. Os manifestantes protestam contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Michel Temer.

Protesto reúne sindicalistas no Centro da capital alagoana

A estimativa é a de que cinco mil pessoas tenham participado do ato. Antes de seguir para o local, o grupo se concentrou em praças da capital, como a Deodoro. Com faixas e cartazes que manifestavam insatisfação com a reforma da Previdência, eles seguiram em caminhada até a frente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde iniciaram o bloqueio.

O protesto faz parte de uma manifestação nacional que ocorre nesta sexta em frente a todos os tribunais do trabalho. Entre os sindicatos participantes estão o dos Bancários,  dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), Associação dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Atufal) e Sindprev. 

Por conta do bloqueio, integrantes da Polícia Militar foram acionados e estiveram no local do protesto, sendo vaiados pelos manifestantes. 

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Alagoas, Pedro Inácio, defendeu o movimento e caracterizou a reforma da Previdência como um “conjunto de maldades contra o povo brasileiro”. 

“Hoje é um dia em defesa da Justiça do Trabalho, que vem sofrendo diversos ataques. Entendemos que o protesto é importante para que a sociedade compreenda o nosso papel, principalmente num momento como esse. Atacar a Justiça do Trabalho é atacar a Constituição Federal, os direitos sociais e a CLT”, afirmou. 

Ainda de acordo com Pedro Inácio, todas as alterações propostas pela reforma foram feitas ‘a toque de caixa’ e são prejudiciais ao país. “Nunca se atacou tanto os direitos sociais. Garroteiam ou tentam garrotear a justiça, os juízes e os membros do Ministério Público. Precariza-se os direitos dos trabalhadores e tentam terceirizar os serviços públicos. As reformas são um conjunto de maldades contra o povo brasileiro, um ataque frontal aos direitos sociais consagrados na Constituição”, pontua. 

Presidente da Força Sindical, Gima da Força também criticou as mudanças feitas pelo atual governo. “A Força Sindical de Alagoas é contra tanto a reforma da Previdência, que prejudica os trabalhadores ativos os aposentados, quanto a trabalhista, que vai tirar vários direitos dos trabalhadores. Isso vai fortalecer a terceirização aprovada pela Câmara, fortalecer o desemprego e enfraquecer a Justiça”.

A presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rilda Alves, acrescentou que o ato também tem como objetivo chamar para a greve geral, marcada para 28 de abril. “Estamos convocando toda a sociedade para construir em todo o País a nossa greve geral, onde a classe trabalhadora vai parar, em todos os setores”, apontou.                       

Cartazes mostram insatisfação contra a reforma da Previdência

Grupo se concentra na Praça Deodoro antes de sair em caminhada 

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