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Ex-prefeito preso é acusado de matar caseiro para esconder documentos de fraudes

Por Alagoas Brasil Noticias

Júnior Alcântara, ex-gestor de Palestina, e Luciano Lucena, vereador da cidade, estão presos >>  Por Jonathas Maresia >> 27|12|2017.

Coletiva SSP-AL

Polícia Civil de Alagoas divulgou, na tarde desta terça-feira (26), durante entrevista coletiva, que o ex-prefeito de Palestina, Júnior Alcântara, mandou matar o caseiro José Zenóbio Feitosa para justificar o assalto que resultou no desaparecimento de documentos que comprovariam fraudes praticadas durante a gestão dele à frente da prefeitura do Sertão alagoano. Além disso, a PC afirma que o crime também serviria para incriminar a atual gestão.

A polícia aponta que Júnior é o autor intelectual do crime, ao lado do vereador Luciano Lucena, que também foi preso. O caseiro foi sequestrado e morto no mês de maio deste ano, mas só agora os responsáveis foram presos por ordem da Justiça. 

Mário Jorge repassou os detalhes da investigação – Foto: Felipe Brasil

De acordo com a Polícia Civil, logo após a morte do caseiro, Júnior Alcântara entrou em contato com autoridades pedindo que o crime não ficasse impune, prendendo os responsáveis. O prefeito chegou a ser ouvido em depoimento, mas a polícia não conseguiu informações pelo fato de o crime não ter tido testemunhas. “Houve uma grande dificuldade para chegar aos autores do crime”. A vítima trabalhou por 15 anos para o ex-prefeito da cidade de Palestina. 

De acordo com o coordenador da Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic), delegado Mário Jorge, a vítima estava trabalhando na chácara de propriedade do ex-prefeito, quando um carro com alguns homens armados chegou ao local informando que iriam buscar uma documentação. Mario Jorge relatou que dias antes do sequestro, houve uma reunião entre o ex-prefeito e correligionários. Júnior Alcântara relatou que na casa onde a vítima trabalhava havia uma documentação que comprovaria atos ilícitos da sua gestão. 

Diante disso, o ex-prefeito criou o assalto como “caminho para justificar às autoridades que o desaparecimento dos documentos da sua gestão teriam sido levados por criminosos, prejudicando, assim, uma eventual investigação sobre improbidade administrativa”. 

Logo após raptar o caseiro, os suspeitos fugiram. Sem testemunhas, a polícia fez uso do serviço de inteligência e de ordem judiciais para chegar aos responsáveis. Os telefones dos acusados foram analisados, inclusive, com interceptações telefônicas. A polícia disse que foi uma surpresa quando se depararam com o ex-prefeito sendo o autor intelectual do crime.

Além de Júnior, foram presos Daniel da Silva Carvalho, José Edison Pinheiro da Silva, Thiago Correia de Brito, e Luciano Lucena de Farias. A polícia revelou que o depoimento dos acusados foram contraditórios e todos eles negaram a participação do crime. Contudo, a Deic assegura que há informações que apontam a participação de todos no sequestro e, posterior, morte. 

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