Home NotíciasPolicia Ex-prefeito de Palestina teria tramado morte de caseiro para incriminar atual gestão

Ex-prefeito de Palestina teria tramado morte de caseiro para incriminar atual gestão

Por Alagoas Brasil Noticias

 

TNH1 <> ABN  Em entrevista coletiva, na tarde desta terça-feira, 26, com a presença do secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, a polícia apresentou o resultado da operação que prendeu o vereador e ex-prefeito do município de Palestina, José Alcântara Júnior, conhecido como Júnior Alcântara, e mais quatro pessoas. Todos são suspeitos de participação no assassinato do caseiro Zenóbio Gomes Feitosa, sequestrado no dia 27 de maio e encontrado morto no dia seguinte, na Zona Rural de Jacaré dos Homens.

 

Além dele, foram presos Daniel da Silva Carvalho, o Daniel Gordinho, dono do veículo usado no seuestro e morte do caseiro, José Edilson Pinheiro da Silva, o Sula, Thiago Correia de Brito, e Luciano Lucena de Farias, acusado em outros crimes.

Segundo o delegado Mário Jorge Barros, o caseiro foi morto em meio a uma trama para incriminar a atual gestão municipal de Palestina. O ex-prefeito Júnior Alcântara teria feito uma reunião no dia anterior à morte do caseiro, onde teria afirmado possuir documentos que comprovariam irregularidades da atual gestão, que poderia caracterizar improbidade administrativa.

“Ao final da reunião ele teria dito que os documentos ficariam guardados na chácara. Isso já criando um álibi, para que quando acontecesse o sequestro do caseiro, automaticamente seria apontado quem supostamente seria incriminado com aquela documentação”, explicou Mário Jorge Barros. Segundo o delegado,a polícia questiona se os documentos existiam de fato. 

O caseiro Zenóbio Gomes Feitosa tinha 60 anos  estava na companhia do filho de 9 anos, no dia 27 de maio, quando os homens chegaram à chácara, perguntando pela a documentação. Foi quando a criança que percebeu que um dos homens estava encapuzado e avisou ao pai. Pensando se tratar de um assalto, o caseiro mandou que o filho corresse. Nesse momento, Zenóbio foi sequestrado e morto horas depois.

A morte de Zenóbio levantou suspeita durante as investigações. “Como um homem de 60 anos iria impedir um grupo armado de roubar os documentos? O Sula é um cara grande, bastava dar um tapa no caseiro…”, disse o delegado, ao explicar os detalhes da investigação que chegou aos suspeitos.

O carro usado no dia do crime, um Fox e cor prata, pertence a Daniel da Silva Carvalho, que tinha envolvimento em crimes mantinha ligação com José Edilson Pinheiro, o Sula, suspeito de participação em um assalto a turistas, na Praia do Gunga.

No decorrer das investigações, a polícia descobriu duas ligações de celular entre o grupo e prefeito, uma na semana anterior ao crime, e outra no dia do assassinato.

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