Home Mundo OMS investiga relatos de que 500 pessoas tiveram sintomas de um ataque químico em Guta, na Síria

OMS investiga relatos de que 500 pessoas tiveram sintomas de um ataque químico em Guta, na Síria

Por Alagoas Brasil Noticias

Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira (11) para ter acesso livre à cidade de Duma, em Guta Oriental, na Síria, para checar relatos de seus parceiros de que 500 pessoas apresentaram sintomas de um ataque químico nesse fim de semana, segundo a BBC.

O suposto ataque químico que atingiu Duma, último reduto rebelde da província, no sábado (7), deixou dezenas de pessoas mortas e feridas. A ação foi atribuída pelo grupo rebelde sírio Jaish al-Islam ao regime de Bashar Al-Assad. EUA, França e Reino Unido também acusam o governo sírio de ser o responsável pelo ataque, o que Assad e a aliada Rússia negam.

“Havia sinais em particular de irritação grave das membranas mucosas, dificuldades respiratórias e perturbação do sistema nervoso central daqueles expostos”, disse a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU) em um comunicado emitido em Genebra.

 

Crianças são atendidas após suposto ataque químico na Síria (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets/AP)

EUA ameaçam retaliar

Os Estados Unidos ameaçaram responder “com força” aos relatos de um ataque, mas a Rússia chamou isso de “pretexto” para atacar sua aliada, a Síria. Nesta quarta-feira, quando se esgota o prazo previsto pelo presidente Donald Trump para dar “uma resposta” contra o suposto ataque químico, o presidente americano voltou às redes sociais para fazer uma nova ameaça à Rússia.

Trump afirmou que mísseis “bacanas, novos e inteligentes” estão chegando à Síria e que a Rússia, principal aliada da Síria, deve se preparar.

Na semana passada, Trump chegou a declarar que gostaria de retirar as tropas da Síria o mais rápido possível, mas o ataque do fim de semana o fez repensar seus planos. Na segunda-feira, o presidente americano afirmou que nas próximas 24 a 48 ele tomaria uma decisão importante contra a Síria.

 

Na terça-feira (10), duas resoluções que propõem investigação sobre o suposto uso de armas químicas na Síria foram rejeitadas no Conselho de Segurança da ONU.

Uma delas, apresentada pelos Estados Unidos, propunha a abertura de um inquérito para apurar a culpa por tais ataques. A outra foi apresentada pela Rússia e propunha uma investigação separada após a qual o próprio Conselho de Segurança seria responsável por atribuir a responsabilidade dos ataques.

Porém, os Estados Unidos já tinham declarado que responderiam ao ataque independentemente da decisão do Conselho de Segurança.

Rússia lança alerta

Nesta quarta, o governo da Rússia alertou que qualquer ação na Síria pode “desestabilizar a já frágil situação da região”. “Como antes, esperamos que todas as partes evitem qualquer ação, que em nenhum caso seria justificável e que poderia desestabilizar a já frágil situação da região”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

FONTE: G1

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