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Artesanato genuinamente alagoano difunde cultura e encanta pessoas do mudo todo

Por Alagoas Brasil Noticias

Miniaturas em argila são frutos da criatividade do artesão Cláudio Capela

FOTO: PATRÍCIA MENDONÇA

A expressão de um povo é a ponte para a imersão em sua realidade. Não é a toa que as manifestações genuinamente alagoanas são as mais apreciadas por turistas. A demanda se deve à carga de identidade cultural que tais expressões carregam. Em Alagoas, há inúmeras pessoas que se dedicam à manifestação da legitimidade cultural. Elas se revelam por meio da arte, o que torna a identidade do povo acessível e, muitas vezes, palpável.

Muito embora os pavilhões de artesanato no estado tenham se tornado mais um ponto de venda de produtos industrializados, ao adentrá-los ainda é possível encontrar a autenticidade do povo nativo. A união de um olhar perspicaz com a sensibilidade é o conjunto perfeito para nos revelar as raridades de obras de arte que carregam consigo a genialidade do povo alagoano. 

Literatura de Cordel

Mestre Jorge Calheiros fala sobre a sua dedicação à Literatura de Cordel

FOTO: GILBERTO FARIAS/ARQIVO

 

É o caso da tradicional Literatura de Cordel, que retrata a cultura nordestina por meio de rimas e piadas. Não raro é possível nos depararmos com o pensador popular mestre Jorge Calheiros, Patrimônio Vivo do Estado, perambulando por espaços culturais e feiras artesanais de Alagoas. O rimador brinca com as palavras há 46 anos, tem 266 títulos e 96 deles afiados na ponta da língua para serem rimados a qualquer instante. Seus cordeis podem ser adquiridos em feiras de artesanato, bancas de revista, espaços culturais e bibliotecas. A unidade custa cerca de R$ 3.  

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O cordel é uma narrativa genuinamente nordestina, carregada da identidade cultural do povo interiorano das cidades situadas nessa região, que disserta por meio da rima e da piada, as adversidades da vida no interior. “Eu conheci o cordel da seguinte maneira: há cerca de 50 anos, os rádios e televisões não tinham essa agilidade que têm hoje em dia, então as notícias chegavam no interior, além do jornal de papel, com a Literatura de Cordel. Era o jornal do dia, por onde o povo do interior tinha acesso às notícias e se identificavam com a leitura”, lembra o mestre Jorge Calheiros. 

De acordo com ele, esse tipo de narrativa, com o passar do tempo, passou a ser esquecida, mas as investidas na propagação cultural estão a deixando em evidência novamente. “O cordel está penetrando nas escolas e isso é um prazer pra mim, porque o menino lê com gosto, achando graça, e isso aproxima ele das manifestações e realidades do nosso país”, ressalta o pensador popular. 

Esculturas em palito de fósforo

Arlindo Monteiro também é Mestre do Patrimônio Vivo de Alagoas

FOTO: PATRÍCIA MENDONÇA

Outra particularidade que pode ser encontrada em feiras artesanais do Estado, em especial no Mercado do Artesanato, localizado na Levada, em Maceió, são as minuciosidades do também Mestre do Patrimônio Vivo do Estado, Arlindo Monteiro, que esculpe obras geniais em palitos de fósforo. O trabalho é feito ali mesmo, para todo mundo ver e apreciar tamanha habilidade. 

“Eu trabalhava com esculturas grandes, em tronco de coqueiro por exemplo, mas era uma dificuldade muito grande para eu vender estas obras aos turistas, por conta do peso para levar no avião. Os visitantes de fora que vêm a Alagoas são meus principais clientes, pois o povo de Alagoas não se atenta muito à arte. Então eu pedi a Deus que me ajudasse a ser mais criativo e, naquela noite, eu sonhei esculpindo em palito de fósforo, então no outro dia já coloquei a ideia em prática”, lembra o mestre.

As obras de Arlindo ficaram nacionalmente conhecidas quando foram protagonistas da abertura da novela ‘Da Cor do Pecado’, exibida pela Rede Globo em 2004. “Ainda tem muita gente que se surpreende ao conhecer o nosso trabalho, o que é uma tristeza, pois evidencia a falta de apropriação dos alagoanos para com as suas raízes e produções”, diz Arlindo, fazendo referência às obras produzidas pelos diversos artesãos. Suas obras podem ser adquiridas a partir de R$ 25.

Esculturas em barro 

Metre João das Alagoas no processo artesanal da argila para produção das obras

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

 

Em Capela, cidade não muito distante da capital alagoana, a cerca de 60 Km, está localizado o ateliê idealizado pelo Mestre João das Alagoas, Patrimônio Vivo do Estado, onde atualmente o artesão, junto a outras nove pessoas, transforma o barro em peças que retratam a cultura nordestina. João confirma o que os outros mestres já citaram: a apropriação da arte genuinamente alagoana acontece, em maior escala, por pessoas de fora do nosso estado. “Os alagoanos não têm como tradição a apreciação da arte local”, lamenta o mestre. 

João das Alagoas e o grupo seguidor de seus ensinamentos na arte, segundo ele, têm obras em galerias de quase todos os estados do Brasil e em países como França, Inglaterra, Itália e México. O valor das peças podem variar de R$ 15 a R$ 6 mil.

As peças em argila dos artesãos do ateliê do mestre variam de 5 cm a 80 cm. Por mês, cada artesão do ateliê de João produz, em média, três obras de 20 cm e apenas uma de 80 cm. A trabalheira toda é pela minúcia de detalhes de cada uma delas carregam. As obras impressionam pelo realismo ao “retratar” as adversidades do dia a dia do povo do interior nordestino, o que evidencia a identidade cultural do povo que as produzem.    

Peça esculpida em barro por artesãos do ateliê do João das Alagoas, em Capela

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

 

E o artista explica o motivo de retratar tão fielmente as situações da vida simples no interior. “Tem uma frase que me inspira: ‘pinte a sua aldeia que ela será universal’ e é justamente a simplicidade do meu povo que eu tenho vontade de apresentar ao mundo”, conta o mestre cheio de orgulho da vida que leva e pelo trabalho que tem. 

A argila – matéria prima para as obras – é encontrada no habitat de João, lá em Capela. E ele explica o processo criativo. “Escavamos um determinado terreno, cerca de um metro de profundidade, retiramos a argila e a botamos para secar. Depois quebramos a argila com uma marreta, a peneiramos, fazemos uma mistura com um barro mais fraco adicionando água e a enrolamos em um plástico. Só depois desse processo, o barro fica pronto. Tendo vida útil de até dois anos”, detalha o mestre.

Novas investigações

Miniatura esculpida em argila de Cláudio Capela; custa cerca de R$ 15

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

 

Inspirado nas produções do tio João das Alagoas – que faz esculturas em barro -, já citado nesta reportagem, o jovem Cláudio Henrique, de 25 anos, mais conhecido como Cláudio Capela, começou sua carreira artística aos 13 anos, quando preparava  o barro para os artesãos do ateliê do tio lá em Capela. Cláudio tem uma peculiaridade bem interessante em seus trabalhos, é que ele é o único no ateliê que esculpe miniaturas de cerca de 5cm. 

O trabalho minimalista impressona com o tanto de realismo. São obras pequenas em tamanho, mas que conseguem expressar, por meio de suas curvas e formas, o humano, suas sensações e manifestações. 

Trabalho de Cláudio Capela inspirado no dia a dia do interior nordestino

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

 

“A minha inspiração para as misturas foi o trabalho do meu tio e as miniaturas em palitos de fósforo do Arlindo [também já citado na reportagem]. Eu vi o trabalho do Arlindo em um concurso de presépios e fiquei admirado com o tamanho. Foi quando pensei em fazer com a argila uma miniatura. Ainda lembro o que esculpi, foi um agricultor. Desde então, tenho trabalhado muito com miniaturas”, revela Cláudio Capela.  

Filé do Pontal da Barra

O filé sendo apresentado por rendeira do mercado de artesanato da orla de Maceió

FOTO: PATRÍCIA MENDONÇA

 

Entre as produções artísticas de Alagoas, o filé está entre as mais conhecidas. Para falar com propriedade sobre o segmento artesanal, a reportagem entrevistou Maria Lígia, presidente da Associação das Artesãs do Pontal da Barra. E ela contou como é a história do surgimento da cultura do filé. “O filé tem origem portuguesa e chegou no Pontal da Barra quando Dom João XI, junto a sua caravana, apontaram em nossa praia trazendo os pontos do filé que eram usados em redes de pesca. Quando foram embora eles deixaram três escravos que perpetuaram o conhecimento na comunidade”, conta. 

O Pontal é uma comunidade, à beira da Lagoa Mundaú, em plena capital alagoana, que sobrevive da produção do filé. Segundo a associação das rendeiras, cerca de mil famílias tiram a renda do produto artesanal, mas destas apenas 55 são sócias da liga das rendeiras. 

O Pontal da Barra é um bairro a beira da lagoa Mundaú, em Maceió

FOTO: PATRÍCIA MENDONÇA

 

Lígia dá detalhes da criação da peça artesanal: “uma peça de um metro por um metro pode variar de quatro a dez dias para ser confeccionada e o valor dela fica, em média, R$ 150”. O produto é encontrado em demasia em casas e comércios das ruas do Pontal, além de também estar presente nas grandes feiras artesanais espalhadas por todo o Estado.  

A cultura do filé é tão presente no Pontal que a maioria dos rendeiros aprenderam a trama desde a infância, como é o caso da Carol, de sete anos, a rendeira mais nova da comunidade. A atual rendeira mais velha do pontal é a dona Maria Rita, de 91 anos.  

Lígia também ressaltou a falta de apropriação cultural do povo alagoano para com a produção artística local. “Tem alagoano que nem conhece o Pontal, enquanto os turistas, antes mesmo de chegarem a Alagoas, já têm o Pontal como destino certo”, pontua.  

 

A turista Débora Santos engrandece o filé, que acabara de conhecer. “As rendas são incríveis, peças muito bem feitas, nunca vi desse tipo em outro lugar. A rendeira, lá no Pontal, me contou o tanto de tempo que elas passam produzindo uma única peça, e isso me deixou ainda mais impressionada. É muito legal essa conversa e elas são muito solícitas. Um povo muito simples. Comprei uma peça por R$ 200 e foi um valor que paguei sem pena nenhuma”, contou a paulista. 

A reportagem encontrou com Débora no mercado do artesanato de Maceió

FOTO: PATRÍCIA MENDONÇA

Mestres do Patrimônio Vivo e artesãos

É considerado Patrimônio Vivo, de acordo com a Lei Estadual n.6513/04, alterada pela Lei Nº 7.172, de 30 de junho de 2010, a pessoa que detém os conhecimentos e técnicas para a preservação dos aspectos da cultura tradicional ou popular de uma comunidade, estabelecida em Alagoas há mais de 20 anos, repassando às novas gerações os saberes relacionados a danças e folguedos, literatura oral e/ou escrita, gastronomia, música, teatro, artesanato, dentre outras práticas da cultura popular que vivenciam.

De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Alagoas tem 38 Mestres do Patrimônio Vivo, os quais recebem uma bolsa vitalícia de um salário mínimo e meio, por mês. 

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), ressalta que em Alagoas, há mais de 14 mil pessoas possuem a Carteira do Artesão. Deste montante, a atividade integra a renda familiar de 60% deles. 

Assim como estes artesãos citados na reportagem, há tantos outros atuantes no Estado alagoano, o que os dados acima comprovam, eles confeccionam produtos únicos carregados de significados. Vale a pena conhecer!
 
Fonte: Gazeta web
 
 
 
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