estrategia einsten - opções binárias qual o melhor ativo para investir na olyp trad planilha de risco opções binárias best forex web trading platform configurar bandas de bollinger para opções binárias https ativa investimentos day trade 02 05 2019 opções binárias ccramer mercado de opções binárias no brasil estrategia opções binarias 60 segundos metatrader 5 opera swing trader
Home NotíciasPolitica “Bolsonaro é apenas um germe deixado por aquela infecção que durou 21 anos”

“Bolsonaro é apenas um germe deixado por aquela infecção que durou 21 anos”

Por Alagoas Brasil Noticias

Ter alguém como Bolsonaro recebendo o maior apoio para exercer a Presidência, segundo as pesquisas sem Lula, dá a mais concentrada resposta às perguntas sobre o indescritível desastre brasileiro. Apoio a alguém sem preparo, retrógrado, com bens acumulados sem explicação e defensor da ditadura em suas piores violências, enquanto sondagens mostram também tais apoiadores indignados com as sucessivas exibições das roubalheiras engravatadas, da ferocidade em sandálias e da degradação na política.

PUBLICIDADE

Nesse quadro, é oportuna a revelação documental da CIA, o órgão americano para a espionagem e a subversão de direita, da responsabilidade direta dos generais-presidentes Geisel, Médici e Figueiredo, como autorizadores, nos assassinatos e desaparecimentos de centenas de opositores da ditadura. Localizado pelo pesquisador Matias Spektor, da FGV, o documento é de extrema importância. Não por Bolsonaro, que é apenas um germe, não único, deixado por aquela infecção de 21 anos. O que explica sua ideia de que assassinatos e desaparecimentos equivalem a “um tapa no bumbum de um filho“.

teor do documento não muda só os papéis alardeados dos ditadores, sobretudo o atribuído a Geisel. Corrige as dimensões da ditadura, expondo-a não mais como um regime de força arbitrária, impulsionado no choque de correntes militares menos e mais extremadas, mas, isto sim, como regime unificado por sua essência comprometida com o extermínio humano. Guardadas as devidas proporções, bastante semelhança com o poder ao tempo do falso socialismo no Leste Europeu. 

PUBLICIDADE

Já na primeira fase de governo do udenista Castello Branco, o “general democrata” que instalou a ditadura, Geisel proporcionou uma indicação clara sobre si mesmo. As denúncias de torturas no imediato pós-golpe, as piores nas dependências da Marinha e da Vila Militar, no Rio, como em Pernambuco e Rio Grande do Sul, fizeram Castello incumbir Geisel, seu chefe da Casa Militar, de uma investigação geral. Era, claro, só um mascaramento da realidade. Mas a desfaçatez de Geisel não teve nem habilidade. Com a tortura sabida e comentada no país todo, seu relatório negou haver ao menos um casinho de arranhões, só para encontrar algum “excesso”. Como resultado prático, era o aviso de que o novo regime não repelia a violência, nem lhe estabelecia limites.

O documento da CIA fundamenta a convicção, contestada por muitos, de que fatos como o atentado do Riocentro não eram de insubordinação, mas de obediência. Daí que Figueiredo, antes de saber direito do que se tratava, prometesse “prender e arrebentar” os envolvidos, e depois lhes desse cobertura. O assassinato de Lídia Monteiro, secretária da OAB, o alegado desastre de Zuzu Angel, tantos crimes polêmicos encontram agora um rastro retroativo e inquestionável, até seu ponto de partida.

É isso o que Jair Bolsonaro defende. É isso o que o general Antônio Mourão defende, puxando a lista dos companheiros que pretendem entrar na política. Suas defesas não são à ditadura como descrita até conhecer-se o documento da CIA, surgido quando alguns inquietam com a quebra do seu devido silêncio.

Fonte: Pragmatismo

PUBLICIDADE

Facebook Comments

você pode gostar

Deixe um Comentário