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Polícia identifica mais três vítimas de prédio que desabou no centro de SP

Por Alagoas Brasil Noticias

A polícia encerrou nesta terça-feira (18) a identificação dos restos humanos encontrados nos escombros do prédio edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na região central de São Paulo, no último dia 1º. Com isso, o número oficial de mortos da tragédia chega a sete.

As últimas vítimas identificadas são: a catadora de papelão Selma Almeida da Silva, 40, o advogado Alexandre de Menezes, 40, e Walmir Sousa Santos (47). Antes já tinham sido identificados Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, 38, Francisco Lemos Dantas, 56, e os gêmeos Wendel e Werner da Silva Saldanha, 10, filhos de Selma.

Outras duas pessoas foram notificadas como desaparecidas, mas não foram localizadas: a mulher de Walmir, Eva Barbosa Lima, 42, e Gentil Rocha de Sousa, 54. O ambulante Artur Héctor de Paula, 45, chegou a ser apontado como desaparecido, mas foi localizado na casa de parentes em Belo Horizonte.

As buscas nos escombros foram encerradas no último domingo (13), com uma cerimônia de homenagem aos bombeiros que atuaram no combate ao incêndio e nas buscas por vítimas. Na ocasião, o governador Márcio França (PSB) disse não haver mais expectativa de encontrar vítimas da tragédia.

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As investigações, no entanto, continuam. O desabamento é apurado pelo 3º DP (Campos Elíseos), enquanto o Deic apura as cobranças de aluguéis em ocupações irregulares. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, diligências seguem em andamento e mais detalhes não serão passados para não prejudicar o trabalho policial.

A principal hipótese levantada até agora é de que a tragédia foi resultado de um curto-circuito no quinto andar, provocado por excesso de aparelhos ligados em uma tomada foi a causa do fogo no prédio. No local havia quatro pessoas: marido, mulher e duas filhas.

O desabamento levou a interdição de cinco imóveis do entorno, sendo quatro prédios e uma igreja. Segundo a Defesa Civil, todos os bloqueios são totais e não há previsão de liberação. Não foi encontrado risco iminente de colapso em nenhum deles, mas eles seguem monitorados pelo órgão.

As famílias que moravam no prédio seguem acampadas no largo do Paissandu. O governador repetiu que elas têm direito a receber o aluguel social, pago pela prefeitura, no valor de R$ 1.200 no primeiro mês e parcelas de R$ 400 por um ano. As vítimas consideram o benefício insuficiente.

Fonte: Folhapress
 
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