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Justiça da Malásia começa a ouvir acusação e defesa por morte de irmão de Kim Jong-un

Por Alagoas Brasil Noticias

Os advogados das duas mulheres acusadas do assassinato em 2017 de Kim Jong-nam, o irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, reivindicaram nesta quarta-feira (27) a liberdade de suas clientes por falta de provas, durante a apresentação dos argumentos em um tribunal de justiça da Malásia.

A vietnamita Doan Thi Huong e a indonésia Siti Aisyah podem ser condenadas à pena de morte caso sejam consideradas culpadas do envenenamento de Kim Jong-nam no aeroporto de Kuala Lumpur no dia 13 de fevereiro de 2017.

O advogado da vietnamita, Hysiam Teh Pho Teik, e o advogado da indonésia, Gooi Soon Seng, insistiram durante a audiência na mesma história que vêm mantendo desde o início do julgamento, em outubro, de que suas clientes são inocentes e acreditavam que estavam gravando uma “pegadinha” para um programa de televisão.

“Pedimos ao juiz que liberte Doan, pois ela é completamente inocente”, explicou Hysiam durante uma coletiva de imprensa posterior à audiência no Tribunal Superior de Shah Alam, localidade vizinha a Kuala Lumpur.

O advogado reiterou que a investigação foi irregular, que os quatro norte-coreanos que escaparam do país e que supostamente organizaram tudo deveriam ter sido detidos e estar presentes no julgamento.

 

Combinação de fotos mostra Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, e seu meio irmão Kim Jong-nam (Foto: AP Photos/Wong Maye-E, Shizuo Kambayashi, File)

Combinação de fotos mostra Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, e seu meio irmão Kim Jong-nam (Foto: AP Photos/Wong Maye-E, Shizuo Kambayashi, File)

A polícia identificou quatro norte-coreanos, Ri Ji-hyon, Hong Song-hac, O Jong-gil e Ri Jae-nam, cujo paradeiro é desconhecido, como os organizadores do assassinato e que contrataram as acusadas, e os mesmos se apresentaram a elas com outros nomes e nacionalidades.]

“Sem a presença desses norte-coreanos aqui na corte, não se pode condenar nenhuma das duas mulheres”, concluiu Hysiam.

Gooi, por sua vez, afirmou que a acusação não apresentou nenhuma prova de que Siti Aisyah teve qualquer tipo de contato físico com a vítima. “Se ela não participou do ataque físico, como poderia ter participado do assassinato?”, manifestou o advogado.

Após a argumentação oral de ambas as partes, o juiz Azmi Ariffin terá um mês para tomar uma decisão.

Se o magistrado decidir prosseguir com o caso, a defesa chamará suas testemunhas, o que poderia levar meses. No entanto, se decidir arquivar o caso, as mulheres serão liberadas.

 

Envenenamento em aeroporto

Doan Thi Huong e Siti Aisyah se aproximaram de Kim Jong-nam quando ele se encontrava no check-in para despachar suas bagagens, e esfregaram em seu rosto um líquido que, segundo elas, foi fornecido pelas pessoas que lhes contrataram e os mesmos lhes disseram que era inofensivo.

Kim Jong-nam morreu 20 minutos depois da ação no terminal de embarque de voos internacionais do aeroporto de Kuala Lumpur, quando pegaria um avião para Macau.

 

Especialistas do departamento químico da Malásia identificaram o veneno utilizado como o agente nervoso VX, um líquido oleoso incolor e sem cheiro considerado pelas Nações Unidas como uma arma de destruição em massa.

Kim Jong-nam, irmão por parte de pai de Kim Jong-un, era considerado o favorito para herdar a chefia do regime norte-coreano, mas caiu em desgraça em 2001 e viveu seus últimos anos no exílio.

Fonte: G1 Mundo

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