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Carroças ainda são meio de transporte de mercadorias

Por Alagoas Brasil Noticias

Movidas por tração animal, as milenares carroças ainda são utilizadas na área rural como meio de locomoção e de transporte de cargas nas cidades do interior de Alagoas.

Em Arapiraca, por exemplo, mesmo com o crescente desenvolvimento urbano, é bastante comum observar esses veículos dividindo espaço nas ruas com caminhões, carros e motocicletas.

De acordo com a mais recente estatística, Arapiraca tem 232 mil habitantes e uma frota com 96.528 veículos, sendo 51.731 motos circulando diariamente pela cidade.

A Superintendência Municipal de Trânsito (SMTT) ainda não tem os dados acerca da quantidade de carroças. A última tentativa de realizar um censo com esses veículo ocorreu há cerca de dez anos.

Na época, até a Câmara de Vereadores aprovou o projeto para a prefeitura conduzir o emplacamento das carroças de burro, na tentativa de disciplinar e ordenar o trânsito na maior cidade do interior de Alagoas.

A ideia não prosperou e, atualmente, as carroças circulam sem qualquer tipo de identificação na área urbana e na periferia da cidade.

É uma atividade produtiva e de transporte que é vista com muitas ressalvas pelas instituições de defesa dos animais, em razão da grande maioria dos carroceiros trabalhar açoitando os cavalos e burros.

Mesmo com essa polêmica, o antigo meio de transporte continua resistindo no tempo e utilizado como meio de transporte de pequenas cargas para o sustento de muitas famílias nas cidades do Agreste e Sertão de Alagoas.

Aos 69 anos, Severino Ferreira da Silva trabalha todos os dias como carroceiro pelas ruas de Arapiraca.

Ele faz ponto na porta de uma loja de material de construção no bairro Eldorado.

Natural de Pernambuco, Severino Ferreira conta que chegou adolescente em Arapiraca.

Analfabeto e sem tempo para estudar, logo cedo foi trabalhar na roça e depois fazer “bicos” para ajudar a família.

Há 20 anos, ele decidiu comprar uma carroça e trabalhar no transporte de pequenas cargas.

“Antigamente, quando a cidade tinha menos movimento de carros, a gente ganhava mais dinheiro. Com o tempo, as coisas ficaram mais difíceis, e, hoje, o que a gente arruma só dá para comprar o pão”, relata.

Ainda de acordo com Severino Ferreira, em anos anteriores, um carroceiro fazia mais de quatro transportes por dia.

“Agora, a gente só faz de um a dois carregos”, explica ele, que cobra R$ 10 para transportar mercadoria na área urbana de Arapiraca. “Quando a viagem é mais distante, eu cobro R$ 20”, acrescenta Severino Ferreira.

O velho carroceiro diz que trata a burra à base de ração. Ele alimenta o animal com farelo de milho.

Ele diz que a atividade está cada vez mais difícil, por conta do preço da ração. Severino Ferreira explica que, antes, ele comprava o saco do farelo de milho a R$ 40, mas agora o preço subiu para R$ 65.

“Os tempos estão mudando muito. Devo muito à minha carroça, mas quero continuar no ramo somente por mais alguns anos e deixar as pessoas mais novas seguir esse trabalho”, finaliza.

Fonte:  Davi Salsa – Sucursal Arapiraca

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