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“Europa deve dar resposta dura a Trump”, diz ex-ministro alemão

Por Alagoas Brasil Noticias

Foto: Correio 24 horas

Sigmar Gabriel afirma que presidente americano quer “mudança de regime” na Alemanha, o que é inaceitável. Político rejeita críticas feitas em reunião da Otan e diz que os EUA sob Trump não são parceiros confiáveis.Após o mal-estar gerado na recente cúpula da Otan pelas acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a seus parceiros europeus – em especial, à Alemanha -, o ex-ministro alemão do Exterior, Sigmar Gabriel, pediu uma “resposta europeia dura, mas acima de tudo, conjunta” ao líder americano.

A Alemanha “não deve mais alimentar ilusões” quanto a Trump, acrescentou Gabriel em entrevista divulgada pelo portal de notícias Spiegel Online nesta sexta-feira (13/07).

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Trump adotou um tom agressivo durante a cúpula, questionando os valores da aliança, que definiu décadas da política externa americana, e chegou a pôr em dúvida as relações da Alemanha com a Rússia. Ele disse que a importação de gás russo faz com que a Alemanha seja “totalmente” controlada por Moscou, que teria Merkel como uma “prisioneira”.

Gabriel disse que as acusações de Trump são inaceitáveis. “Se ele quiser ser ressarcido pelos bilhões de dólares das Forças Armadas dos EUA que foram gastos, temos então que exigir ressarcimento pelos bilhões de dólares que gastamos com os refugiados que as fracassadas intervenções militares americanas, no Iraque, por exemplo, geraram”, afirmou.

O ex-ministro disse que os EUA sob o governo de Trump não são parceiros confiáveis. “Ele dá garantias de sobrevivência ao ditador da Coreia do Norte e, ao mesmo tempo, quer uma mudança de regime na Alemanha, o que não podemos aceitar”, alertou.

Gabriel defende que a Alemanha deve buscar contatos diretos com governadores, senadores e com os jovens americanos.

“A América está mudando. Em poucos anos a maioria dos cidadãos americanos não será de raízes europeias, mas asiáticas, latino-americanas e africanas, o que fará uma América diferente da que conhecemos há 70 anos, e também diferente da América de Trump. Esta é uma grande oportunidade para nós”, afirmou.

O social-democrata disse que o governo alemão deve encontrar soluções criativas para atingir a meta de dedicar 2% do PIB do país para a defesa.

“Poderíamos investir anualmente 1,5% [do PIB] na Bundeswehr (Forças Armadas alemãs) e 0,5% na defesa da Europa, por exemplo, no Leste Europeu, através da Otan, disse Gabriel. “Até o momento, apenas os EUA fazem isso.”

Assim, a Alemanha mostraria que “também assume a responsabilidade pela segurança no Leste Europeu, nos Bálcãs e na Polônia, por exemplo, que se sentem ameaçados pelo reforço da presença militar russa”. “E nos tornaríamos mais independentes dos EUA”, afirmou.

Fonte: Terra

 

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