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Ser religioso aumenta longevidade em quatro anos

Por Alagoas Brasil Noticias

Public Domain/Pixabay

Uma análise de milhares de pessoas de todas as regiões dos EUA revelou que pessoas com afiliações religiosas viveram quase quatro anos mais do que aquelas sem vínculo com uma religião.

Esse ganho de quatro anos foi calculado levando-se em conta o sexo e o estado civil de pessoas falecidas, dois fatores que têm fortes efeitos positivos sobre a expectativa de vida – os ganhos da religião ocorrem independentemente desses dois fatores.

O aumento foi ainda maior (6,48 anos) em uma análise de menor proporção feita dos obituários publicados em um jornal regional do estado de Iowa.

“A afiliação religiosa teve um efeito na longevidade quase tão forte quanto o gênero, chegando a um nível de anos de vida,” reforçou a professora Laura Wallace, da Universidade do Estado de Ohio.

Analisando os dados, os pesquisadores descobriram que apenas uma pequena parte do aumento da longevidade pode ser explicado pelo fato de que muitas pessoas afiliadas religiosamente também se voluntariavam e pertencem a organizações sociais, dois fatores que pesquisas anteriores associaram a uma vida mais longa.

Os efeitos da religião na longevidade também podem depender, ao menos em parte, da personalidade e da religiosidade média das cidades onde as pessoas viviam.

Além da socialização
Muitos estudos mostram que pessoas que se voluntariam e participam de grupos sociais tendem a viver mais do que as pessoas que não participam dessas atividades. Por isso, os pesquisadores combinaram dados de ambos os estudos para ver se as oportunidades sociais e de voluntariado que os grupos religiosos oferecem poderiam explicar o aumento da longevidade observado.

Mas essa socialização não conseguiu explicar todo o efeito observado nos dados, podendo ser no máximo uma parte da razão pela qual as pessoas religiosas viveram por mais tempo.

“Descobrimos que o voluntariado e o envolvimento em organizações sociais representam apenas um pouco menos de um ano do aumento da longevidade que a afiliação religiosa proporcionou. Ainda há muito benefício da afiliação religiosa que [a socialização] não pode explicar,” disse Wallace.

O estudo foi publicado na revista Social Psychological and Personality Science.

Fonte: Alagoas web

 

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