tipos de operações swing trade mini indice como carregar operações swing trade hackeando opções binárias forex trading commsec ganhar 2 mil por dia investimento trader bonus de opçoes binarias 2019 qual melhor ora para operar olymp trade lendo as velas opçoes binarias curso opções binárias melhor curso mini indice operar swing trade operar mini indice com swing trader download indicadores opçoes binarias forex trading how to get started ninja trader para operar bmf indicador de opções binarias download forex trading earning potential operando retração opções binárias
Home Mundo Crianças separadas dos pais nos EUA guardam trauma de estada em abrigos

Crianças separadas dos pais nos EUA guardam trauma de estada em abrigos

Por Alagoas Brasil Noticias

Depois de quase dois meses em um abrigo nos EUA, o brasileiro Davi (nome fictício), 5, inventou uma brincadeira: chama um amigo, empurra-o contra a parede e coloca suas mãos para cima, como um policial.
“Ele pediu uma arma de brinquedo para a mãe”, conta a assistente jurídica Luana Mazon, do escritório de advocacia Jeff Goldman, que assessora a família. Desde que foi reunido à mãe, na semana passada, ele quase não conversa, não come e quis voltar a mamar, no peito. “Está completamente traumatizado.”

O relato é um entre vários que advogados e famílias têm ouvido desde que dezenas de crianças imigrantes reencontraram os pais, após serem separadas por agentes ao cruzar a fronteira ilegalmente.

Mudanças de comportamento, como a recusa a seguir regras, a apatia ou a completa ausência de demonstrações de carinho, também foram relatadas.

A Academia Americana de Pediatria, que se opôs à tolerância zero, já alertou que a prática pode causar traumas irreparáveis às crianças.

“A verdade é que o problema não acaba aí [na reunificação das famílias]: está só começando”, comenta Liliane Costa, diretora-executiva do Brace (Brazilian-American Center), que atende imigrantes nos arredores de Boston.

A região reúne uma das maiores comunidades brasileiras nos EUA. É para lá que foram algumas das famílias reunidas nas últimas semanas.

Uma delas é a da mineira Sirley Silveira, que voltou a ver o filho de dez anos no início de julho, depois de 42 dias. “A mãe disse que ele está muito estranho: está agressivo, não tem paciência, não quer obedecer, fica perguntando a toda hora o que vai fazer”, conta Mazon, que também assessora a família.
Ao mesmo tempo, o menino não quer distância da mãe. Fica com medo de vê-la sair de vista. E não gosta de lembrar o que aconteceu no abrigo onde ficou, em Chicago.

Apesar de as condições materiais do lugar serem boas, segundo o relato de equipes que visitaram as crianças brasileiras, a rotina era espartana. Havia hora para levantar, para dormir e tarefas como limpar o quarto e o banheiro.

Para os brasileiros, a socialização era mais difícil, já que a maioria dos residentes falava espanhol. Irmãos foram separados em quartos diferentes. O contato com os pais se limitava a dez minutos por semana, por telefone. E, em alguns abrigos, contatos físicos com outras crianças, incluindo abraços, eram proibidos. Mesmo diante de choro.

Fonte: Folha Press
 
PUBLICIDADE

Facebook Comments

você pode gostar

Deixe um Comentário