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Alagoas tem o diesel S-10 mais caro do Nordeste, aponta IPTL

Por Alagoas Brasil Noticias

No bairro da Serraria, preço do diesel S-10 apresenta variação entre R$ 3,29 e R$ 3,59 em postos de combustíveis visitados pela reportagem (Foto: Edilson Omena)

De acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), Alagoas tem o diesel S-10 mais caro da região Nordeste (NE), onde o valor do litro foi de R$ 3,63 em junho. O estado também está entre os primeiros da região no preço da gasolina ocupando a segunda colocação com o valor R$ 4,69.

A primeira colocação no ranking fica para o Ceará que tem a gasolina mais cara da região, R$ 4,76. Já no Maranhão, o valor praticado é de R$ 4,39, o menor valor da região. O levantamento traz dados de 18 mil postos credenciados em todo o Brasil. Os dados também mostrou que Pernambuco concentrou os menores preços para o diesel, diesel S-10, R$ 3,44 e R$ 2,47 respectivamente, como também para o GNV, R$ 2,59, valor abaixo da média nacional, que ficou em R$ 2,79.

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O litro mais barato do etanol foi encontrado na Paraíba, por R$ 3,39, e o mais caro, em Sergipe: R$ 3,84. Na Bahia, o preço médio do litro da gasolina ficou em R$ 4,60, valor pouco acima da média da capital, que foi de R$ 4,57.

O Rio Grande do Norte registrou o GNV mais caro da região, R$ 3,29, comparado à média R$ 2,79 da média nacional.

O IPTL é um índice mensal de preços de combustíveis, levantados com base nos abastecimentos realizados nos postos credenciados da Ticket Log, o que garante a atualização em tempo real da informação.

Em contato com o Procon Alagoas para saber se há fiscalização em relação aos preços dos combustíveis  praticados nos postos do estado, o órgão informou que está acompanhando os valores praticados e os processos estão em andamento para saber se existem irregularidades.

“Só podemos declarar abuso nos preços no final dos processos, quando tudo for finalizado. Notificamos mais de 70 postos desde o mês de junho e os mesmos apresentaram defesa, que estão sendo analisadas no decorrer do processo”, explica o órgão.

A reportagem percorreu alguns postos de combustíveis localizados na Via Expressa e adjacências e constatou que atualmente o preço do Diesel S-10 está variando entre R$ 3,29 e R$ 3,59 e a gasolina pode ser encontrada em média por R$ 4,69.

De acordo com o economista Rômulo Sales, para entender as variações dos preços dos produtos é necessário analisar a estrutura de formação dos preços. Ele explica em que o Nordeste é a região que os impostos representam maior peso para o consumidor.

“Segundo dados da ANP [Agência Nacional de Petróleo] para o mês de maio, os tributos federais e estaduais para o Diesel S500 e o Diesel S10, o NE é a região do país em que tais impostos representam maior peso no preço para o consumidor final, isto é, média 28,4%, enquanto a média do Brasil é de 25,8%. Todavia, para a Gasolina C, o NE é a segunda região em que os impostos estaduais e federais menos pesam no preço final, 42,2%. Na região Norte, 40,4% do preço final corresponde aos impostos. Em relação ao Etanol, cerca de 30% do preço final refere-se aos impostos. A partir do dia 1º de agosto entra em vigor um decreto assinado pelo governo estadual isentando o ICMS internamente e desonerando para transações interestaduais, reduzindo de 17% para 7%, para operações com cana-de-açúcar e álcool etílico hidratado combustível. Espera-se com isso estimular o setor sucroenergético e trazer de alguma forma redução de preços para o consumidor final”, relembra o economista.

Rômulo salienta que, além das questões tributárias, toda a logística de distribuição, quantidade de postos de combustíveis, bandeira branca ou de bandeira são variáveis que, em maior ou menor grau, exercem influência no preço final dos combustíveis.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis), disse que não acompanha, não opina e não possui ingerência sobre os preços praticados pelos postos de combustíveis. “Os preços são livres em todas as etapas da cadeia e cabe a cada agente determinar seus preços com base em suas estruturas de custo”.

Fonte: Tribuna Hoje

 

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