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EUA pedem fim das hostilidades na guerra do Iêmen

Por Alagoas Brasil Noticias

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, pediu nesta terça-feira (30) o fim das hostilidades no Iêmen e disse que as negociações lideradas pela ONU para encerrar a guerra civil devem começar no próximo mês.

Em comunicado, Pompeo disse que os ataques de mísseis dos rebeldes houthis, aliados ao Irã, contra a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos devem parar, e a coalizão liderada pela Arábia Saudita deve suspender os ataques aéreos em todas as áreas populosas do Iêmen.

A guerra civil no Iêmen, o país mais pobre do mundo árabe, deixa milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) considera essa a maior crise humanitária global em curso atualmente.

É uma guerra que opõe duas potências do Oriente Médio. De um lado, estão as forças do governo de Abd-Rabbu Mansour Hadi, apoiadas por uma coalizão sunita liderada pela Arábia Saudita. Do outro, está a milícia rebelde huti, de xiitas, apoiada pelo Irã, que controla a capital, Sanaa.

 

Mike Pompeo em entrevista coletiva na Casa Branca, em imagem de arquivo — Foto: Reuters/Carlos Barria

Mike Pompeo em entrevista coletiva na Casa Branca, em imagem de arquivo — Foto: Reuters/Carlos Barria

Em meio à guerra, o país sofre com bloqueios comerciais impostos pelos sunitas, que impedem que ajuda humanitária e itens básicos, como comida, gás de cozinha e medicamentos, cheguem a 70% da população iemenita.

Os anos de conflito não só provocaram uma escassez aguda de alimentos como destruíram o sistema de saúde do país, dificultando o combate a uma grave epidemia de cólera. Em dezembro, o número de casos suspeitos de cólera alcançou 1 milhão.

‘Perigo claro’

Há uma semana, o subsecretário-geral de Assuntos Humanitários da ONU, Mark Lowcock, advertiu que o Iêmen enfrenta “um perigo claro e presente de uma iminente e gigantesca fome” e acrescentou que 14 milhões de pessoas podem ser vítimas.

Ele pediu “um cessar-fogo humanitário” perto das instalações envolvidas na distribuição de ajuda alimentar e infraestrutura (portos), em uma reunião do Conselho de Segurança do organismo convocada por iniciativa do Reino Unido pela piora da situação nesse país.

“As partes no conflito continuam violando o direito internacional humanitário”, denunciou Lowcock, referindo-se, por exemplo, à ocupação de depósitos que contêm alimentos e ataques a hospitais.

Desde a última advertência da ONU em setembro, “a situação piorou”, acrescentou Mark Lowcock. E negou as afirmações de que vá repetir as advertências todos os meses.

Segundo ele, as coisas estão piorando e a ONU recentemente se equivocou em suas estimativas ao falar sobre as 11 milhões de pessoas que poderiam ser afetadas pela fome, disse: agora a estimativa a ser levada em consideração é de “14 milhões”, ou a metade da população total do país, enfatizou.

Mark Lowcock observou que três critérios permitem declarar este estado de fome: uma em cada cinco famílias enfrenta uma extrema falta de alimentos, mais de 30% das crianças menores de cinco anos estão desnutridas e pelo menos duas em cada 10 mil pessoas morrem todos os dias.

Fonte: G1 Mundo

 

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