Home NotíciasEsportes Mais experientes da Série A, Levir e Felipão sucedem “novinhos” no duelo Atlético-MG x Palmeiras

Mais experientes da Série A, Levir e Felipão sucedem “novinhos” no duelo Atlético-MG x Palmeiras

Por Alagoas Brasil Noticias

Foto: Info Esporte

Thiago Larghi, de 38 anos, e Roger Machado, de 43, eram os comandantes de Atlético-MG e Palmeiras, dois dos grandes clubes do futebol brasileiro, no início do Brasileirão 2018. Dois representantes da nova geração de treinadores que tinham um grande desafio pela frente. Durante a caminhada, tropeços aconteceram dos dois lados, e mudanças foram feitas.

Agora, pela 33ª rodada do campeonato, Galo e Verdão voltam a se enfrentar, neste domingo, às 17h (de Brasília), no Independência. Ambos com técnicos de perfil quase oposto dos antecessores: Levir Culpi, de 65 anos, e Felipão, de 70.

Os dois são, atualmente, os treinadores mais velhos da Série A. Além deles, o único com mais de seis décadas de vida é Marcelo Oliveira (63), técnico do Fluminense. A nova geração ganha mais espaço no futebol brasileiro a cada ano que passa, mas os “velhinhos” ainda têm espaço. E costumam ser chamados em momentos de crise, quando o clube precisa de resultados com urgência. Foi assim com Levir no Galo e com Felipão no Palmeiras.

O “burro com sorte”

Levir Culpi, o “burro com sorte” (apelido dado por ele mesmo em seu livro), chegou ao Atlético-MG antes da 30ª rodada do Brasileirão para substituir Thiago Larghi. O time fazia um segundo turno ruim, e a campanha colocou em risco a vaga na Libertadores, que já esteve bem encaminhada.

 
Aos 65 anos, Levir Culpi dirige o Atlético-MG pela quinta vez na carreira — Foto: Bruno Cantini

Aos 65 anos, Levir Culpi dirige o Atlético-MG pela quinta vez na carreira — Foto: Bruno Cantini

Assumiu sabendo que teria apenas nove jogos para retomar a confiança do elenco e “devolver” o clube ao maior torneio do continente. Perdeu os três primeiros jogos, mas mantém a confiança e a convicção que vai conseguir atingir o objetivo.

Nessa sexta, o técnico atleticano falou sobre a disputa entre experientes e “novinhos” no mercado de treinadores do Brasil.

– Vejo de forma natural. Muito se comenta que os treinadores jovens têm uma didática nova. Aprenderam na escola de Educação Física, fizeram cursos no exterior, isso vai para dentro de campo. Os treinadores mais experientes geralmente sabem o que vai acontecer em campo e fazem alguns trabalhos diferentes. Não tem um único trabalho que dá resultado. Quando a bola rola, é técnica. E a técnica independe da física, da química. É a criatividade, o jogo, o dom. Como você vai ensinar um jogador a dar um drible? Muita coisa dentro de campo vai da experiência ao longo do tempo e da maneira como você explica para os jogadores. Você não tem uma explicação científica para tudo que acontece dentro de campo – disse.

– Algumas pessoas estão levando para esse lado. Querem uma explicação científica para um jogo de futebol, quando o lúdico que é o bonito do futebol. O inesperado, o drible. Isso é importante. Você não pode deixar o jogador completamente (programado). É a pior coisa do mundo ver um jogo chato. Se todo mundo fizesse o que o técnico manda, exatamente, ficaria um jogo muito chato. Muitas coisas a gente estuda, e muitas coisas eles fazem por conta própria – completou Levir, deixando a entender que o estudo da nova geração é importante, mas a experiência dos antigos no trato com os atletas faz diferença no rendimento deles dentro do “inesperado” dos jogos.

O pentacampeão

Pentacampeão mundial com a Seleção, Felipão chegou ao Palmeiras para substituir Roger Machado. Mesmo com bons números no primeiro semestre, quando foi o melhor da fase de grupos da Libertadores, o time de Roger não empolgou. Felipão assumiu o Palmeiras na 17ª rodada do Brasileirão e desde então está invicto no torneio. Com um elenco numeroso, o treinador deu espaço para quem pouco vinha sendo aproveitado e fez o time alviverde crescer na competição.

 
Felipão completou 70 anos na última sexta-feira e recebeu um bolo de presente pela data — Foto: Victor Pozella

Felipão completou 70 anos na última sexta-feira e recebeu um bolo de presente pela data — Foto: Victor Pozella

Quando chegou ao Palmeiras, no começo de agosto, Scolari também analisou o cenário de concorrência entre treinadores das antigas e da nova geração. E garantiu: a vitalidade é a mesma de 15 anos atrás.

– Podemos falar que as pessoas muitas vezes aprendem e têm oportunidades boas como eu estou tendo com uma idade um pouco maior. Nelson Mandela, aos 71 anos, foi presidente da África do Sul, depois de passar 27 anos na cadeia. Os jovens são promissores, são bons, mas ainda vão ter uma ou outra situação de percalços no meio do caminho. Mas são técnicos que a partir de um, dois, três ou cinco anos vão tomar conta do mercado totalmente. Nós, os mais velhos, temos a experiência a nosso favor. E temos jovialidade, porque não vejo como fazer diferente. Com a idade que tenho, não faço nada menos do que fazia antigamente, com dez ou 15 anos a menos.

O jogo

Para o Atlético-MG, uma vitória no Independência representa mais um respiro no G-6 do Brasileirão, grupo que garante vaga na próxima edição da Libertadores. O Galo começou a rodada em 6º, mas perdeu a posição neste sábado. Para o líder Palmeiras, o triunfo, caso venha, será mais um importantíssimo passo rumo ao título. E aí, qual dos experientes leva a melhor?

Fonte: Globo Esporte

 

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