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Em Alagoas, seis barragens possuem estrutura comprometida

Por Alagoas Brasil Noticias

Seis barragens situadas em Alagoas estão em situação de vulnerabilidade. É o que aponta um relatório divulgado nesta segunda-feira (19) pela Agência Nacional de Águas (ANA) que apresenta a situação de barragens fiscalizadas no Brasil. Ao todo 45 barragens têm comprometimentos estruturais sérios no país.

As barragens Prado, São Francisco, Piauí, Gulandim e Bosque IV, situadas nas regiões de Teotônio Vilela e Junqueiro, apresentam vertedores quebrados ou insuficientes. Também com problemas no vertedouro, a barragem Canoas situada no município de Rio Largo foi classificada em condições preocupantes. Os valores estimados para recuperação das seis barragens chegam a R$ 1,4 milhão.

Em números, Alagoas ficou atrás apenas da Bahia no número de barragens com problemas, o estado vizinho totalizou 10 barragens. Outros doze estados também tiveram barragens classificadas em condições preocupantes.

Em Alagoas, a fiscalização compete à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).  Segundo o engenheiro responsável, Mauricio Malta, cabe às empresas proprietárias das barragens a tomada de providências.

“Essas barragens a Usina Seresta providenciou um estudo técnico para redimensionar os vertedores e nós os acionamos para atender o projeto e eles estão empenhados em reconstruir os vertedouros. A barragem da Usina Santa Clotilde, essa nós estamos acionando eles para que tomem providências”, diz.

Malta explica ainda que algumas medidas paliativas foram empregadas. As usinas têm prazo de seis meses para resolver a situação, no caso de continuidade, a Semarh pode aplicar multas.

“O que aconteceu foi o seguinte: quando a barragem enche, a água que chega sai por um equipamento chamado vertedouro. Esse vertedouro em algum momento rompeu, quebrou-se e para evitar da água sair nesse vertedouro eles colocaram mangueiras e rebaixaram o nível da barragem. Baixando o nível da barragem eles teriam uma folga até encher para a sair pelo vertedouro, para que durante o Inverno não ultrapasse o nível. Eles tomaram essa providência. Foi dado prazo para resolverem rapidamente, senão cumprirem vamos ter que aplicar multas. Demos um prazo de seis meses para que providenciem”, esclarece.

O engenheiro afirma que em uma situação de chuvas intensas a situação das barragens pode ser agravada, por isso a classificação de risco.

“Preocupa porque pode acontecer um acidente, uma chuva muito intensa, teria até que colocar de novo as mangueiras para não deixar a água sair do vertedouro o que põe em risco a barragem toda”.

Número subiu de 25 para 45 em todo país, aponta ANA

 

Além disso, em todo o país 13% ou 723 das 24.092 barragens cadastradas têm algum risco ou potencial dano segundo a ANA.

“O número de barragens apontadas como mais vulneráveis subiu de 25 em 2016 para 45 em 2017. A maioria dos casos apresenta problemas de baixo nível de conservação, mas há outros motivos como insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade da barragem. Das 45 barragens, 25 pertencem a órgãos e entidades públicas”, aponta o relatório.

Ainda de acordo com a Agência, o número de barragens existentes no país pode ser três vezes maior, é que falta a conclusão de um cadastro previsto na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), instituída pela Lei 12.334/2010. O cadastro é de responsabilidade dos 31 órgãos fiscalizadores federais e estaduais espalhados pelo país.  Até agora, 82 barragens estão cadastradas em Alagoas, segundo a Semarh.

 

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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