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PSL quer lançar 50 candidatos a prefeito e eleger ao menos 100 vereadores em AL

Por ABN - ALAGOAS BRASIL NOTICIAS

O desempenho do PSL nas eleições de outubro, com a vitória do maior expoente político do partido para a Presidência da República, Jair Bolsonaro, deixou os correligionários do ‘capitão’ empolgados já com o pleito de 2020, quando serão disputadas vagas para prefeito e vereador pelo Brasil afora. Em Alagoas, o partido não perde tempo e já faz as contas: planeja lançar 50 candidatos majoritários nas próximas eleições municipais, além de eleger, no mínimo, 100 vereadores.

Quem faz as projeções é o presidente do PSL em Alagoas, o agente de polícia federal Flávio Moreno, que concorreu ao Senado em outubro passado e obteve 142 mil votos, sendo quase 80 mil em Maceió – “sem comprar nenhum voto”, reforça ele.

 

“Demos a melhor votação para Bolsonaro entre os estados e capitais do Nordeste, elegemos um deputado estadual e chegamos em segundo lugar para o governo do Estado. Isso tudo sem ser conhecido por mais de 90% da população. Inclusive, as pessoas que votaram em mim conhecem a minha trajetória de superação de vida, meu trabalho prestado à sociedade, e agora estão me pedindo que seja candidato a prefeito de Maceió”, revela Moreno. 

“Se essa for a vontade de Deus, será possível. O PSL sai da condição de partido nanico, que só elegeu um deputado federal em 2014, para uma grande força política nacional, com 52 deputados federais eleitos. Chegamos aonde chegamos quando muitos não acreditavam”, completa.

Flávio Moreno conta que assumiu o partido do zero em Alagoas, faltando duas semanas para o fim 

da janela partidária e sem recursos, com tempo de TV e estruturas mínimas se comparadas aos adversários. “Fui responsável pela montagem do palanque do PSL e de Bolsonaro no Estado, com o lançamento de chapa completa”, lembra ele.

Questionado se o presidente eleito passou alguma orientação específica para os diretórios estaduais do PSL, algo que sinalize uma afinação de discurso ao falar do governo federal que se inicia, o presidente do partido em Alagoas revela que a orientação universal de Bolsonaro é que “precisamos unir o Brasil”.

“O Brasil vai viver um momento de prosperidade jamais visto em sua história. O país está cansado do caos em que vive. Independente de cor, religião, condição social, opção sexual, precisamos estar irmanados para viver esse período de grande prosperidade”, aposta ele, e emenda falando sobre a região Nordeste nesse “momento de prosperidade” que se anuncia – os nordestinos votaram em massa pela eleição do candidato do PT, Fernando Haddad, que venceu em todos os estados da região.

“O presidente Bolsonaro e a equipe de transição já se 

pronunciaram: o Nordeste será uma prioridade do futuro governo. Já encaminhei pessoalmente à equipe de transição projetos para melhoria da qualidade de vida do povo do Nordeste, onde parte já entrou na pauta para concretização. Bolsonaro obteve a melhor votação da história de um candidato no Nordeste em eleições presidenciais contra um candidato do PT. Bolsonaro venceu na quase totalidade das capitais nordestinas. Em Maceió, por exemplo, conseguimos dar uma extraordinária vitória ao capitão, no primeiro turno com 52%, e no segundo turno com 62%; os melhores percentuais entre as capitais do Nordeste. Em Alagoas, Bolsonaro obteve o melhor desempenho no Nordeste”, relembra Moreno.

O diretório alagoano também tem ajudado na formatação do governo Bolsonaro. O braço caeté do PSL informa que apresentou 17 itens pautados junto à equipe de transição, dos quais: zerar a tributação de máquinas e implementos agrícolas para os pequenos produtores, apoiar o pagamento dos 60% dos precatórios do Fundef dos professores, retomar todas as obras de infraestrutura que estão paralisadas, implantar o mesmo sistema de irrigação de Israel para a região Nordeste “virar um grande produtor agropecuário”, e concluir todas as creches, escolas, ginásios de esporte e unidades de saúde que estão inacabadas.

“Reforcei para a equipe de transição a necessidade de implementar projetos que atendam todo o Nordeste, para retirarmos o nosso povo dos piores índices de qualidade de vida”, conta Flávio Moreno.

Governabilidade de Bolsonaro

Muito se tem falado nas garantias de governabilidade de Jair Bolsonaro. Isso porque durante a campanha, o presidente eleito entoou o discurso de não se aliar a políticos e nem partidos corruptos, uma estratégia arriscada diante do histórico do próprio Congresso Nacional. Quanto a isso, o presidente do PSL afirma que não há motivo para preocupação.

“O presidente Bolsonaro conhece muito bem o Congresso, tem uma ótima relação com a maioria dos parlamentares. Não aceitará o toma lá, dá cá. Mesmo assim, já possui uma bancada majoritária de apoio, e com apoio do povo estará aprovando suas pautas para tirar o país da maior crise de sua história”, aposta Moreno.

Bolsonaro tem anunciado algumas medidas que soaram bem impactantes nos últimas dias, entre elas a saída dos médicos cubanos do Brasil. As declarações do presidente eleito no tocante à política externa também têm preocupado empresários que mantêm negócios com alguns países, como Egito e Arábia Saudita. Uma postura que tem levado especialistas e analistas políticos a se fazerem a seguinte pergunta: o Brasil tem condições de adotar uma política externa agressiva no estilo do presidente norte-americano Donald Trump?

“O Brasil vai adotar uma política externa onde os interesses nacionais sejam respeitados, ampliará suas relações comerciais. O Brasil tem tudo para ser uma grande nação, não pode continuar atuando como mero coadjuvante. Quem está saindo às pressas do Brasil de forma muito estranha, por conta própria e pelo chamado do governo ditatorial de Cuba, são os profissionais cubanos. Bolsonaro ainda não assumiu a presidência, mas já se pronunciou em dar o salário integral a esses profissionais, que só recebem 25% do salário. A ditadura cubana fica com 75%. Trabalhador brasileiro nenhum aceitaria isso. Com Bolsonaro, eles poderão trazer suas famílias e farão o teste do Revalida”, afirma.

Fonte : GazetaWeb

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